Livro de Oração Comum

Depois das Santas Escrituras, Regra divina de fé e prática, preza a Igreja Episcopal Brasileira “O Livro de Oração Comum”, como seu mais alto códice e padrão de doutrina e liturgia.

Tem sido máxima e timbre das pessoas constituídas em autoridade na grande família Eclesiástica a que esta Igreja pertence, o adaptar as fórmulas particulares do culto divino aos usos, língua e costumes de cada País e de cada época, guardada sempre a “unidade na certeza e a liberdade na dúvida”. (Início do prefácio do 1º Livro de Oração Brasileiro – 1930)

Livro de Oração Comum de 2015 da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

Livro de Oração Comum de 2015 da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) é uma igreja litúrgica. A Adoração pública e a adoração privada de seus membros se expressam por meio de um livro, o Livro de Oração Comum (LOC), que é uma espécie de Bíblia da adoração coletiva e individual. Mais da metade do conteúdo de sua liturgia foi retirada da Bíblia. As partes mais importantes do Novo Testamento estão nas porções das epístolas e dos evangelhos, que são lidos aos domingos e nos dias de festas litúrgicas. As passagens bíblicas que estão no lecionário do Livro de Oração Comum possibilitam uma leitura sistemática do Antigo Testamento e duas leituras do Novo Testamento durante o ano. As orações da Igreja sempre foram oferecidas a Deus por meio de um livro desde os tempos primitivos. Ao elaborar e adotar os seus próprios formulários litúrgicos, a IEAB não fez outra coisa senão seguir a antiga prática.

O tradicional Livro de Oração Comum foi entregue pela primeira vez para uso coletivo e particular em 1549. O livro inglês não era um livro novo, mas o produto reformado de antigas liturgias usadas e desenvolvidas ao longo de um milênio. Desde o começo do século XI, na Igreja da Inglaterra, o Uso de Sarum, nome latino da cidade e diocese de Salisbury, forneceu grande parte da estrutura litúrgica do atual livro.

Vários critérios nortearam a revisão do Livro de Oração Comum brasileiro depois de 1965, quando a Igreja Episcopal passou a decidir sobre os seus próprios formulários litúrgicos. Citamos apenas os cinco mais importantes:

  1. Uso na língua e linguagem do povo;
  2. Participação efetiva da congregação;
  3. Simplicidade do rito;
  4. Equilíbrio entre Palavra e Sacramento;
  5. Fidelidade bíblica e patrística.

A expressão oração comum significa que as orações são usadas coletivamente, em conjunto, quando os membros da comunidade se reúnem para adoração. Mas podem ser usadas também individualmente, porque nenhuma dessas duas formas de adoração individual e comunitária é completa sem a outra. Em Cristo somos todos tanto indivíduos, quanto membros uns dos outros.

Caso seja de seu interesse adquirir um exemplar do Livro de Oração Comum, favor entrar em contato conosco.