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Boletim Mensal
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10 / 09 / 2009 |
Edição nº 43 Ano 04 |
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Aconteceu em agosto
Conquistas e
desafios: uma jornada de fé
do povo do Distrito Missionário (voltar) [IEAB – 29/07/09] Um domingo que certamente será lembrado pelas comunidades do entorno de Ariquemes. Uma viagem em cima de caminhão levou os paroquianos da SS Trindade até a linha 50 – local de um assentamento de pequenos agricultores – e lá tivemos uma linda celebração Eucarística na rústica capela da Missão São Pedro e São Paulo. O Bispo Almir, os reverendos Hugo e Paulo Tamaki junto com o Secretário Geral foram recebidos festivamente pelo povo da linha 50. O Reverendo Francisco de Assis lembrou a importância de o povo amazônico continuar firme na defesa da dignidade da vida e do ambiente, comparando essa resistência com o testemunho das solitárias castanheiras – chamadas de vigias da Amazônia – que resistem solitárias à devastação criminosa da floresta. Aliás, no caminho para o assentamento, é possível se ver áreas continuas enormes conquistadas à força pelas motosserras simplesmente para serem ocupadas por rebanhos bovinos que além de destruir a floresta ainda contamina a água dos rios. Um espetáculo triste que tem nas solitárias castanheiras as testemunhas silenciosas destes verdadeiros crimes ambientais. Mas
mesmo em meio a todo esse cenário de desrespeito
à
natureza é possível ver um povo que resiste.
Estivemos
visitando a associação dos pequenos agricultores
que
exibiam com expressão de esperança no rosto a
conquista
de financiamento público para um trator de última
linha e
equipamentos e insumos para a produção de
alimentos. Uma
conquista da união e da perseverança de um povo
que
insiste em lutar por seus direitos. E a IEAB tem a sua parte nesse
projeto porque o seu testemunho é o de apoiar e fortalecer a
confiança dessa gente de fé. Certamente essa é a característica maior do trabalho na região de Ariquemes: uma Igreja que caminha ao lado do povo lutando para ampliar os seus horizontes de vida. Uma cidade que cada dia mais experimenta o fenômeno da exclusão e da violência. Comparada com outros centros, Ariquemes é hoje uma das cidades mais violentas do Brasil, em termos proporcionais. A violência chega tal ponto que os hábitos das pessoas estão sendo modificados e muitas Igrejas estão evitando realizar atividades à noite por falta de segurança mínima dos seus fiéis. Em meio a tudo isso, devemos dar graças a Deus pela presença da IEAB que tem uma visibilidade e uma credibilidade junto ao poder público e à comunidade como um todo. Por Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva, Secretário Geral da IEAB. Fonte: Igreja
Episcopal Anglicana do Brasil. Reflexões no
35º
aniversário da ordenação feminina ao
presbiterado na Igreja Episcopal (EUA) (voltar)
[ENS – 29/07/2009] Ao crescer na década de 1960, vivi em um mundo que claramente definia os papéis para homens e mulheres. A maioria dos pais de meus amigos trabalhavam, e as mães ficavam em casa tomando conta dos filhos e do lar. Das poucas mulheres que sabia que trabalhavam eram enfermeiras, professoras ou secretárias. Na igreja havia similares definições por gênero: o pastor era um homem, assim como o bispo que me confirmou. A organista, a secretária da igreja, e as professoras da escola dominical eram todas mulheres. O guardião era um homem, e me recordo que eram mulheres que organizavam a hora do café e dirigiam o “Nearly New”, a loja de usados da igreja. Em 1974, uma dessas regras mudou. No dia 29 de julho, na Igreja do Protetor (Church of the Advocate) na Filadélfia, onze mulheres foram ordenadas ao sacerdócio por três bispos da Igreja Episcopal. À época, foi um momento que transformou a vida, que balançou a igreja de maneira similar à eleição e confirmação de Gene Robinson como bispo da Diocese de New Hampshire em 2003. Em 1999, no 25º aniversário, o então bispo da Pensilvânia, Robert DeWitt, comentou: “É irônico do que aconteceu 25 anos atrás aqui na Advocate foi interpretado por um tempo mais como um ato errôneo de três bispos do que um avanço criado por onze mulheres pioneiras. Não se enganem, o evento foi criado pela ação de, por e para mulheres. Os bispos só foram acessórios”. Ao saber que hoje (29/07) é o 35º aniversário da ordenação de mulheres, eu refleti acerca dessas ordenações e das diversas maneiras que tanto a igreja e o mundo mudaram ou não desde aquela época. Como o mundo no qual cresci, com suas limitações impostas ao o quê garotas e mulheres poderiam fazer, é em muitas maneiras diferente do contexto no qual minha filha com 27 anos cresceu, reconhecendo que ainda há áreas nas quais as mulheres e meninas ainda são marginalizadas. Em
1974, na recém formada Episcopal Divinity School (EDS), duas
das
mulheres então ordenadas, Revda. I. Carter Heyward e a
Revda.
Suzanne R. Hiatt, juntarem-se ao corpo docente (dividindo um posto),
com o entendimento de que elas poderiam exercer o ministério
ordenado na Capela Memorial de São João (St. John's Memorial Chapel).
Este foi um passo significante pois na época a maior parte
da
igreja não reconhecia a ordenação
desas mulheres. “Eu nunca tomaria a liderança feminina como 'dada'”, disse a docente emérita da EDS, Dra. Fredrica Harris Thompsett. “O número de mulheres bispas, reitoras, etc, não cresceu de maneira a refletir nossa população, muito menos entre as mulheres latinas e de ascendência africana. Como Sue Hiatt diria, ´O exército do faraó não foi expulso pelo Mar Vermelho´. A Bispa (presidente) Katharine com certeza é um extra, mesmo assim até ela é mal tratada ou ignorada por muitas lideranças da Comunhão Anglicana”. A Revda. Jane Gould, pároca na Diocese de Massachusetts, que era uma colega novata em 1974, disse: “Em 1974, escrevi um artigo com razões teológicas a favor e contra a ordenação feminina na Igreja Episcopal. Ao realizar a pesquisa, descobri que as ordenações na Filadélfia foram no 18º aniversário de meu batismo”. “Um ano depois, tive o privilégio de participar de ordenações em Washington e experimentar a junção de meu ativismo social e minha vida na igreja. A vocação começou a tomar forma pois as corajosas mulheres da Filadélfia e de Washington criaram possibilidades para mim. Sete anos depois, quando cheguei na EDS para meu primeiro ano como estudante de mestrado em teologia (MDiv), com o caminho à ordenação aberto, fiquei admirada ao conhecer Carter Heyward e Suzanne Hiatt como minhas professoras e de ter Alison Cheek na minha primeira aula de Hebraico. Eu poderia prosseguir com minha vocação porque elas haviam forjado o caminho”. "Trinta e cinco anos depois, meus filhos supõe mulheres diáconas, presbíteras e bispas. E no entanto, como os dados apresentados no almoço da Convenção de Mulheres Episcopais da Convenção Geral tornaram claro, continuam a existir barreiras ao equânime acesso da mulher ordenada à liderança da Igreja”, disse. Para mim, uma questão permanece: O que mais nós, como fiéis discípulos de Cristo, podemos fazer para continuar o trabalho de Deus neste munto, e construirmos juntos a visão de uma igreja e de um mundo verdadeiros, a que Deus nos chama a ser? Trecho de artigo de Nancy Davidge, diretora de comunicações e marketing da Episcopal Divinity School em Cambridge, Massachusetts. Fonte: Episcopal News Service.
Notícias
breves (voltar)
[Episcopal Life Online - 13/08/2009] John S. Spong, 78, o anterior bispo episcopal de Newark, visitou o Equador recentemente na busca de materiais para seu novo livro sobre a vida eterna. Em sua visita de duas semanas, visitou comunidades indígenas e entrevistou xamãs. Spong escreveu vários livros usando fontes bíblicas e seculares, sempre tratando de temas polêmicos. Um novo personagem apareceu no horizonte cubano. Seu nome é Pánfilo, deve ter uns 60 anos, é afro-cubano, por muitos anos trabalhou como marinheiro mercante e percorreu uns 40 países do mundo. Na semana retrasada, Pánfilo cometeu uma indiscrição política “imperdoável”. À frente de uma câmara de televisão e com alguns tragos a mais, disse que em Cuba “havia fome”, e o que faltava era “jama” (cubanismo para comida), que não queria sair do país e o que lhe preocupava era sua família, e se lhe aconteceria algo. E tinha razão. Em 12 de agosto, um tribunal o condenou a dois anos de prisão. Fontes: Episcopal Life Online. Deus nunca
erra! (voltar)
Era um rei que não acreditava na bondade de Deus. Seu servo em todas as situações lhe dizia: – Meu rei, não desanime porque tudo que Deus faz é perfeito, Ele não erra! Um dia eles saíram para caçar e uma fera atacou o rei. O seu servo conseguiu matar o animal, mas não pôde evitar que sua majestade perdesse um dedo da mão. Furioso e sem mostrar gratidão por ter sido salvo, o nobre disse: – Deus é bom? Se Ele fosse bom eu não teria sido atacado e perdido o meu dedo. O servo apenas respondeu: – Meu Rei, apesar de todas essas coisas, só posso dizer-lhe que Deus é bom; e ele sabe o por que de todas as coisas. O que Deus faz é perfeito. Ele nunca erra! Indignado com a resposta, o rei mandou prender o seu servo. Tempos depois, saiu para uma outra caçada e foi capturado por selvagens que faziam sacrifícios humanos. Já no altar, prontos para sacrificar o nobre, os selvagens perceberam que a vítima não tinha um dos dedos e soltaram-no: ele não era perfeito para ser oferecido aos deuses. Ao voltar para o palácio, mandou soltar o seu servo e recebeu-o muito afetuosamente. – Meu caro, Deus foi realmente bom comigo! Escapei de ser sacrificado pelos selvagens , justamente por não ter um dedo! Mas tenho uma dúvida: Se Deus é tão bom, por que permitiu que você, que tanto o defende, fosse preso? – Meu rei, se eu tivesse ido com o senhor nessa caçada, teria sido sacrificado em seu lugar, pois não me falta dedo algum. Por isso, lembre-se: tudo o que Deus faz é perfeito. Ele nunca erra! Muitas vezes nos queixamos da vida e das coisas aparentemente ruins que nos acontecem, esquecendo-nos que nada é por acaso e que tudo tem um propósito. Todas as manhãs, ofereça seu dia ao Senhor Jesus. Peça para Deus inspirar os seus pensamentos, guiar os seus atos, apaziguar os seus sentimentos. E nada tema, pois DEUS NUNCA ERRA!!! Texto recebido por e-mail. Revista Estandarte Cristão Está disponível na entrada da Paróquia, fichas para a assinatura da revista "Estandarte Cristão", informativo oficial da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil com 113 anos de existência. Sua edição é bimestral, e a assinatura anual tem o valor de apenas R$ 30,00. Vamos conhecer melhor o que acontece em nossa igreja nas outras partes do Brasil! Informações da comunidade
Nossa missão Somos uma comunidade cristã anglicana cuja missão é: adorar a Deus e pregar o evangelho de Jesus Cristo, gerando discípulos e vivendo em comunhão, priorizando pessoas e servindo ao nosso próximo, motivados pelo amor a Deus. Um lugar de fé, esperança e amor. |
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