Igreja Episcopal Anglicana do Brasil - Diocese de São Paulo
Paróquia de São João
Artigo: Orientação para relacionamentos de companheirismo

Orientações para relacionamentos de Companheirismo

 

Sumário

 

INTRODUÇÃO .............................................................................................4

Parceria na Missão ...........................................................................................4

Missão na Parceria ...........................................................................................5

 

ESTABELECENDO UM RELACIONAMENTO .......................................6

Papel do Escritório Central da Igreja Episcopal .................................................6

Propósitos de Um Relacionamento de Companheirismo ....................................6

Princípios de Um Relacionamento ....................................................................7

Quem são os Companheiros? ...........................................................................8

O Comitê de Constituição do Relacionamento ..................................................8

Questões para Responder Antes de Identificar Um Parceiro ..............................9

Estabelecer Um Cronograma ............................................................................9

Áreas Para Compartilhamento ........................................................................10

Elementos Ecumênicos e Interfés ...................................................................10

Planejamento de Orçamento ...........................................................................10

 

DESENVOLVENDO O RELACIONAMENTO .......................................12

A Escolha do Parceiro ...................................................................................12

O Início do Relacionamento ..........................................................................12

Aprendendo Sobre o Outro ...........................................................................13

 

ORIENTAÇÕES PARA VISITAS DE COMPANHEIRISMO

NA COMUNHÃO ANGLICANA ...............................................................14

Planejamento .................................................................................................14

EUA para Parceiro .........................................................................................14

Parceiro para EUA .........................................................................................15

Evolução .......................................................................................................15

 

CULTIVANDO O RELACIONAMENTO .................................................16

O Relacionamento entre as Paróquias ..............................................................16

Educação .......................................................................................................16

Comunicação .................................................................................................17

Considerações ecumênicas e interfés ...............................................................17

 

A DINÂMICA DO RELACIONAMENTO ................................................19

Avaliação do Relacionamento .........................................................................19

Renovação do Relacionamento .......................................................................19

Conclusão do Relacionamento ........................................................................19

 

APÊNDICE A (Resolução da Convenção Geral) ...........................................21

APÊNDICE B (Resolução de Amostra) ........................................................22

 

 

 

Orientações Para Relacionamentos de Companheirismo

 

 

INTRODUÇÃO

         O companheirismo na missão está no cerne dos relacionamentos no interior da Comunhão Anglicana e através de toda a igreja. O Programa de Relacionamento de Companheirismo oferece às dioceses dos EUA oportunidades de se engajarem em atividades de missão em dioceses fora dos EUA, como parte do processo Parceiros em Missão.

         Relacionamentos de Companheirismo existem para fortalecer os participantes no ministério e na missão. De um modo ideal, esses relacionamentos irão aumentar nos participantes a sua conscientização da missão única para a qual cada um é chamado. Essa missão inclui:

 

Encorajamento e orações mútuas, um para o outro

Conhecimento e cuidados maiores, um para com o outro

Intercâmbio de recursos, espirituais e materiais

 

         São reconhecidos formalmente pelo Conselho Executivo da Igreja Episcopal os Relacionamentos de Companheirismo, cuja base é a mútua resolução dos parceiros de formar um relacionamento. O período inicial pode ser de até cinco anos, com eventuais períodos adicionais se desejado mutuamente.

         Orientações Para Relacionamentos de Companheirismo fornece informações baseadas em orientações desenvolvidas pelo Conselho Consultivo Anglicano (CCA) e adotadas pela Convenção Geral de 1991;  também se baseia na experiência dos Relacionamentos de Companheirismo das Dioceses de toda a Comunhão Anglicana.

 

PARCERIA NA MISSÃO

         Em seu encontro em Dublin (Irlanda), em 1973, o CCA colocou que, embora a responsabilidade pela missão em um local pertença primariamente à Igreja desse local, todas as outras partes da Igreja mundial também são  responsáveis por missões em todos os lugares. Este conceito é chamado de Parceiros em Missão.

         Parceiros em Missão torna efetiva “a responsabilidade e a interdependência mútuas no Corpo de Cristo.” Possibilita a igrejas locais analisarem a sua situação, desenvolverem suas prioridades e decidirem suas estratégias de implementação. Fundamentais nesse processo são as consultas entre a igreja local e os seus parceiros no mundo, as quais fornecem recursos valiosos e perspectivas diferentes ao ministério e à missão por meio de suas culturas, nações e situações econômicas.

         Relacionamentos de Companheirismo (dioceses parceiras, ligações de parceria) são uma parte cada vez mais importante do Parceiros em Missão. Relacionamentos de Companheirismo são direcionados às pessoas e existem para o propósito de apoio mútuo interpessoal e para o fortalecimento da missão dentro das igrejas parceiras. Relacionamentos de Companheirismo podem aumentar a consciência naquela missão especial para a qual somos todos chamados por Deus e aumentar a solidariedade na causa de Cristo.

         Reconhecendo a crescente popularidade e importância dos Relacionamentos de Companheirismo, o encontro do CCA em Cingapura em 1987 solicitou a criação de orientações da Comunhão Anglicana como uma disciplina necessária para o progresso das parcerias, tanto local como globalmente.

 

MISSÃO NA PARCERIA

         A Missão na Parceria ocorre no compartilhamento mútuo dos dons de Deus para com a Igreja. A Missão na Parceria coloca em discussão objetivos e problemas de um modo que possibilita à igreja local resolver questões reais, às vezes dolorosas, servindo-se de recursos espirituais, teológicos, pessoais e materiais da igreja como um todo.

         Colocar Missão em Parceria em prática requer mentalidade aberta entre igrejas diferentes a respeito do que cada uma tem, dá e recebe. Como em qualquer relacionamento humano, essa abertura somente é conseguida pelo contínuo mostrar-se e pelo paciente experimentar-se, que gradualmente constroem a confiança.

 

Estabelecendo um Relacionamento

 

 

O PAPEL DO ESCRITÓRIO CENTRAL DA IGREJA EPISCOPAL

         Antes de se tomar qualquer iniciativa, recomenda-se contatar o Responsável pelos Serviços de Companheirismo no Escritório Central das Relações Anglicanas e Globais da Igreja Episcopal. O escritório dispõe de informações sobre as dioceses interessadas em Relacionamentos de Companheirismo e também informações detalhadas sobre as Províncias e as regiões da Comunhão Anglicana.

         A Igreja Episcopal possui uma rede de Consultores de Dioceses Companheiras (um para cada província), que podem assistir as dioceses para possíveis futuros relacionamentos. O Consultor pode se encontrar com o comitê de constituição do relacionamento para facilitar a discussão sobre expectativas mútuas, organização, cronogramas e planejamento financeiro. Os nomes dos Consultores e o modo de contatá-los estão disponíveis no Escritório de Relações Anglicanas e Globais.

 

(Observação: as despesas relacionadas com a atividade do Consultor são cobertas por um acordo específico entre a diocese, o Consultor e o Escritório Central da Igreja.)

 

PROPÓSITO DE UM RELACIONAMENTO DE PARCERIA

(a)     Ajudar a fortalecer a Comunhão Anglicana pela experiência direta de interdependência através de fronteiras culturais e geográficas, dentro do Corpo de Cristo.

(b)    Ajudar a fortalecer-nos uns aos outros para a missão, pela construção de um relacionamento no qual cada parceiro tem que doar e também receber.

 

AJUDAR A FORTALECER A COMUNHÃO ANGLICANA

(a)    Desenvolver a identidade de cada parceiro, levando em conta o potencial de cada um de realizar sua missão no contexto da sua comunidade.

(b)   Promover maior cooperação entre todos os membros participantes e aplicar a missão em parceria em todos os níveis da vida da igreja.

(c)   Ajudar o parceiro nos seus problemas e construir confiança por meio da experiência de saber que os parceiros podem e vão prestar ajuda.

 

FORTALECIMENTO MÚTUO

(a)   Reflexão conjunta sobre estratégia da missão

(b)  Esclarecer, ao planejar os programas dos parceiros, objetivos e prioridades baseados na missão da igreja em cada lugar e no desejo de redefinir essa missão à luz da experiência do parceiro.

(c)  Estabelecer um novo padrão de relacionamento entre os parceiros, nascido de suas forças e fraquezas, de um modo que os meios materiais possam ser usados e compartilhados criativamente na missão da igreja.

(d)  Encorajar a franqueza, de maneira que informações e meios materiais  possam ser revelados abertamente entre os parceiros.

 

PRINCÍPIOS DE UM RELACIONAMENTO

 

         I  COMPROMISSO PLENO DO BISPO E DA DIOCESE

              O planejamento de um Relacionamento de Companheirismo deve      envolver todos os setores da igreja local, sendo cruciais o apoio do bispo, assim como o da convenção diocesana. O foco está em Todo o Povo de Deus, e não apenas na liderança da igreja.

 

         II COMPREENSÃO MÚTUA; TOMADAS MÚTUAS DE DECISÕES

               Os parceiros propostos devem ter a oportunidade de entender com clareza o quê e o porquê do que está sendo proposto e as expectativas do outro. Seria útil um processo de auto-análise. A decisão de se engajar em um Relacionamento de Companheirismo deve ser mútua. Seria recomendável que essa decisão fosse tomada em encontro pessoal, no qual poderiam ser debatidas questões teológicas e eclesiásticas entre representantes da parceria proposta.

 

         III ACORDO OU PACTO

                Um acordo ou pacto, formal ou informal, deve ser esboçado entre os parceiros, com especial referência a: 1) duração do relacionamento; 2) atividades do programa; 3) arranjos financeiros; 4) um processo de avaliação.

 

         IV DURAÇÃO DE UM RELACIONAMENTO

                 Amizades formadas durante o relacionamento não têm limites de tempo. Contudo o período inicial para o Relacionamento de Companheirismo deve ser fixado em cinco anos, com eventuais acordos mútuos posteriores de períodos adicionais.

 

         V ESTEJAM PREPARADOS PARA:

(a)   Modos diferentes de fazer as coisas

(b)  Atitudes diferentes sobre o que é e o que não é importante

(c)  Diferentes conceitos e modos de encarar:

             Tempo

              Ministério

              Organização

              Comunicações

              Administração

              Questões

               Responsabilidades na igreja

(d)  Linguagem e dialetos diferentes

 

QUEM SÃO OS COMPANHEIROS?

         Companheiros deveriam ter níveis e tamanhos semelhantes dentro da estrutura da igreja. Em anos recentes, dioceses grandes dos EUA se ligaram a Províncias da Comunhão Anglicana.

         Embora a maioria dos Relacionamentos de Companheirismo reflita relacionamentos tradicionais de missão (p.e., ligações “Norte”-“Sul”), deveriam também ser encorajados pareamentos diferentes. Por exemplo:

a)     “Sul”- “Sul”

b)    Um parceiro do “Norte” e dois do “Sul” ou vice-versa

c)     Um parceiro do “Oeste”, um do “Leste” e um do “Sul”

 

O COMITÊ DE FORMAÇÃO DA PARCERIA

 

Membros

         Deve-se estabelecer um comitê para se procurar e se negociar a formação de um Relacionamento de Companheirismo. Esse comitê eventualmente pode ser estabelecido como resposta a um parceiro de fora dos EUA que está procurando formar um relacionamento com uma diocese americana.

         O comitê deve ser cuidadosamente escolhido, de modo a mostrar um corte representativo da diocese, o que inclui:

a)     O bispo (não necessariamente como presidente);

b)    Pessoas envolvidas ou que tomaram parte em vida missionária fora da diocese;

c)     Pessoas com experiências de viagens;

d)    Pessoas de áreas programáticas da diocese, como:

            Missão Mundial

            Mulheres da Igreja Episcopal

             Comunicações

             Desenvolvimento financeiro

             Jovens

             Oferta Unida de Gratidão

             Educação

e)     Ligação com a província americana

O presidente do comitê deve:

a)     compreender e estar engajado no Parceiros em Missão

b)    ter habilidades de liderança

c)     dispor de tempo para coordenar (comunicar)

d)    estar disponível para visitar o parceiro

 

PERGUNTAS PARA SEREM FEITAS ANTES DE IDENTIFICAR UM PARCEIRO

Qual é a NOSSA missão? Os nossos objetivos de missão?

Que necessidades nossas podem ser atendidas por um Relacionamento de Companheirismo?

Quão desejosos – e abertos – nós estamos para RECEBER o que o nosso parceiro pode nos dar?

O que nós temos para dar?

 

ESTABELECER UM CRONOGRAMA

         Uma linha de tempo, com itens que podem ser acrescentados ou suprimidos, deve detalhar o trabalho preliminar a ser feito antes da formação do Relacionamento de Companheirismo.

(a)   Qual convenção irá requerer ação?

(b)  Quando deverão ser identificados objetivos e expectativas?

(c)  Quando deverá ser identificado o parceiro potencial?

(d)  Quando deverá ocorrer uma troca preliminar?

(e)   Quando (aproximadamente) irá iniciar-se o relacionamento formal?

 

Outras considerações do cronograma:

1.     Relatórios periódicos para o conselho diocesano.

2.     Esquema diocesano para o desenvolvimento das finanças.

3.     Datas-limite para publicações diocesanas.

 

DÊ TEMPO AO TEMPO PARA QUE A COMUNICAÇÃO COM O PARCEIRO ALMEJADO POSSA ACONTECER

 

ÁREAS DE COMPARTILHAMENTO

         A ênfase em um Relacionamento de Companheirismo é colocada nas áreas pessoais e espirituais que podem ser compartilhadas, dentro das situações de vida concretas dos parceiros. Os encontros pessoais são particularmente importantes e podem incluir:

1.     proclamação e aplicação do Evangelho;

2.     estudo bíblico e reflexões teológicas;

3.     intercessão e adoração;

4.     intercâmbios em questões de interesse comum;

5.     intercâmbios de experiências ecumênicas e interfés;

6.     intercâmbios em estilos de vida no testemunho cristão;

7.     visitas pastorais para demonstrar solidariedade.

Outros modos de compartilhar incluem:

8.     intercâmbio de recursos e treinamento de liderança;

9.     intercâmbio de pessoal.

O companheirismo deve amadurecer em direção à solidariedade para com o parceiro no seu testemunho e na sua ação.

 

ELEMENTOS ECUMÊNICOS E INTERFÉS

         Sempre que possível, as dimensões ecumênicas e interfés devem estar presentes desde o início do Relacionamento de Companheirismo. Participantes ecumênicos e interfés locais devem ser envolvidos com ambos os parceiros, especialmente enquanto recebem visitantes da igreja parceira.

 

PLANEJAMENTO ORÇAMENTÁRIO

         O Relacionamento de Companheirismo requer recursos financeiros adequados no lado americano; contudo, deve-se enfatizar que O RELACIONAMENTO NÃO DEVE SER INICIADO COM UM PROJETO ECONÔMICO NEM SE DESENVOLVER EM UM RELACIONAMENTO ORIENTADO POR UM PROJETO.

 

O Orçamento de Formação

Faça provisões financeiras para:

(a)   Encontros do comitê

(b)  Materiais educativos e de promoção (p.e., apresentação na convenção ou no conselho diocesano)

(c)  Visita ao parceiro em potencial ou visita do parceiro em potencial

(d)  Correspondência e outras comunicações

(e)   Contingências

 

O Orçamento Operacional

(a)   Despesas do comitê (correio, minutas, etc)

(b)  Visitas de intercâmbio (gastos de viagem dos viajantes dos EUA e possivelmente subsídios para gastos de viagem do parceiro)

(c)   Materiais educacionais

(d)   Materiais promocionais (diapositivos, vídeos, etc.)

(e)   Comunicações com o parceiro

 

Orçamento para Projetos Pequenos (podem requerer fundos extras)

         (a) Troca de presentes (materiais básicos pequenos)

          (b)Visita em grupo (p.e., jovens)

 

Aplicação de Capital (Campanha Especial para Levantar Fundos)

Se, durante o processo de um Relacionamento de Companheirismo,  projetos financeiros são desenvolvidos, os parceiros podem, em conjunto com as suas entidades provinciais ou nacionais (da Igreja Anglicana), decidir juntos sobre a validade de qualquer projeto proposto. Devem ser respeitadas as prioridades estabelecidas nas Consultas sobre Parceiros em Missão.

 

 

Desenvolvendo o Relacionamento

 

A ESCOLHA DO PARCEIRO

         É essencial que o parceiro em potencial seja informado sobre o que está sendo proposto, que suas expectativas sejam identificadas e que então decida se quer ou não participar do relacionamento. Se for possível, deveria haver um encontro preliminar com representantes do parceiro em potencial.

         Seria preferível que o intercâmbio inicial fosse entre os dois bispos (não se limitando, entretanto, apenas a intercâmbios entre bispos). Se for uma relação de província (EUA) para província (Anglicana), esses intercâmbios deveriam ocorrer entre o presidente provincial americano e o líder da Província Anglicana.

         É recomendado que o período inicial do relacionamento seja de cinco anos, com opção de período extra de dois ou três anos se houver interesse mútuo nessa extensão. Amizades formadas durante um relacionamento não têm limites de tempo.

         A comunicação entre os parceiros é o elemento mais crítico de um relacionamento. Antes de se iniciar formalmente o relacionamento,  dever-se-ia estipular o sistema de comunicação a ser utilizado, inclusive, a quem caberá a responsabilidade desse processo de comunicação.

         O Relacionamento de Companheirismo é estabelecido por resoluções das entidades oficiais dos parceiros. Essas resoluções devem ser enviadas ao Responsável pelos Serviços de Companheirismo no Escritório Central das Relações Anglicanas e Globais da Igreja Episcopal, o qual então irá preparar resoluções apropriadas para que o Conselho Executivo da Igreja Episcopal tome ciência do relacionamento e providencie seu reconhecimento formal.

 

O INÍCIO DO RELACIONAMENTO

         Seria prudente os parceiros esboçarem um pacto informal que mencione:

         Expectativas Mútuas

         Cronograma

         Atividades Mutuamente Acordadas

         Relação Financeira

         Processo de Avaliação

(Por favor, note que um pacto é um mecanismo caracteristicamente ocidental e que o processo pode ser culturalmente muito diferente para o parceiro.)

 

       TANTO O INÍCIO COMO O TÉRMINO DE UM RELACIONAMENTO DE COMPANHEIRISMO DEVEM SER MARCADOS LITURGICAMENTE.

 

APRENDENDO UM SOBRE O OUTRO

 

INFORMAÇÕES

         Existem muitas fontes disponíveis para aprender sobre o seu parceiro e para permitir que o seu parceiro aprenda sobre você:

(a)   Relatórios de Consultas do Parceiros em Missão nos arquivos do Escritório das Relações Anglicanas e Globais na Central da Igreja Episcopal.

(b)  Livraria Pública: livros e revistas sobre a história e cultura do país e da região geográfica do seu parceiro.

(c)  Jornais do país do seu parceiro;

(d)  Embaixada, consulados ou missão na ONU.

(e)   Pessoas que viajaram para o país do seu parceiro.

(f)    Informes de missionários que servem nos EUA ou no país do seu parceiro.

(g)  Documentos diocesanos, descrições e outros materiais.

(h)  Internet – páginas da internet e sites de busca.

 

LÍNGUA

         Se o inglês não for a linguagem nacional, e também não for muito conhecido, seria interessante ter toda a correspondência traduzida para a língua nacional. Também seria interessante que pessoas da sua diocese aprendessem frases comuns e algumas partes do Livro de Oração e do Hinário na língua do seu parceiro.

         Aprender um pouco de outra língua é imensamente enriquecedor. Conhecer o Pai Nosso, uma Oração de Graças ou mesmo os Credos pode ressaltar a realidade de que Jesus é louvado em muitas línguas, dentro do Corpo de Cristo.

 

ORAÇÕES

         Uma oração comum e um ciclo de orações são ajudas importantes para os parceiros reconhecerem o companheirismo e a missão um no outro. Intenções especiais podem ser ressaltadas. Quando se prepararem relações de clérigos da sua diocese, inclua as famílias dos seus parceiros.

 

 

Orientações para Visitas de Companheirismo na Comunhão Anglicana

 

         Uma das maneiras de se experimentar a “responsabilidade e interdependência mútuas no Corpo de Cristo” é visitando uma outra região do mundo, com o propósito de se expor à vida, ao trabalho, à fé e ao testemunho da Igreja e do povo da região. Estas Orientações são dadas para assistir às dioceses, organizações e agências de todo o mundo em seu planejamento para mandar ou receber um grupo de outra parte da Comunhão. Podem também eventualmente ser úteis para pessoas que estão planejando viagens desse tipo.

 

PLANEJAMENTO

         As visitas deveriam ocorrer como uma resposta a um convite da Igreja que irá receber a visita. Em casos em que o grupo visitante procura por um convite, isso deve ser feito com sensibilidade, de modo que o parceiro que recebe possa poder dizer “não” sem se sentir constrangido ou possa sugerir uma outra data mais conveniente.

         Os parceiros devem concordar a respeito dos propósitos, termos e duração da visita, bem como o tamanho e a composição da delegação visitante.

         Prepare antecipadamente um orçamento detalhado, destacando os custos prováveis e as fontes financeiras necessárias para a viagem.

         Na maioria dos casos, o itinerário deve ser planejado pelo parceiro anfitrião, que irá consultar os responsáveis do grupo visitante.

 

 

EUA PARA PARCEIRO

Ao preparar as visitas oficiais:

(a)   Pense bem sobre a visita. Quais são as expectativas? O que há para se ver e se aprender? O que a igreja parceira deseja incluir? Quanto tempo será necessário para atender as prioridades do nosso parceiro?

(b)  Estipule datas mutuamente aceitáveis para a visita. Pense nas condições climáticas para determinar a época que será melhor para todos. Converse com o seu parceiro sobre o tamanho do grupo visitante.

(c)  Organize com o seu parceiro um programa que inclua períodos de descanso. Os visitantes americanos devem sempre se lembrar que o transporte local eventualmente pode ser muito caro para a igreja local, devendo então estar preparados para auxiliar nesses custos de viagem.

(d)  Entre em contato com as embaixadas ou consulados apropriados para se informar sobre vistos de entrada, vacinas, disponibilidade de serviço médico e sobre regras ou costumes locais, tais como restrições de se tirar fotografias.

(e)   Por favor, lembre-se que essas visitas são para o avanço da missão da igreja. Não são expedições de compras ou a busca de “raízes”. Vá como peregrino, não como turista.

      As pessoas que viajam ao país do parceiro, seja a negócios, seja por outras razões, devem se lembrar que a sua viagem também possui implicações sérias que afetam o Relacionamento de Companheirismo. Essas viagens podem ser benéficas para o relacionamento e essas pessoas deveriam ser contatadas pelo Comitê de Parceria.

 

PARCEIRO PARA EUA

Ao se preparar para receber um parceiro, a diocese americana deve considerar com cuidado o seguinte:

(a)   Quais são suas esperanças e desejos (e os nossos também)?

(b)  O que eles desejam aprender e ver (e o que desejamos para eles)?

(c)  Quais são as expectativas mútuas?

(d)  Como iremos nos preparar – em atitude e comportamento – para sermos observados, estudados e escutados?

Não faça um programa tão apertado de modo que os visitantes passem todo o tempo falando, pregando e trabalhando. Planeje tempo para descanso e relaxamento.

Providencie encontros para conversas em grupos pequenos com líderes da diocese, para discutir as implicações do Parceiros em Missão. Ajude a criar um ambiente no qual os visitantes se sintam tão à vontade que o compartilhamento irá ocorrer de um modo agradável.

Quando possível, organize o programa de maneira que os convidados experienciem não somente a vida na igreja local, mas que também tenham a oportunidade de viver a vida social e cultural dentro da qual a igreja existe, de modo que eles consigam ter uma visão global do contexto no qual a igreja anfitriã procura exercer sua missão e o seu ministério.

 

SEGUIMENTO

         Deve-se fazer uma reunião de avaliação antes que o grupo visitante deixe o país do parceiro. Planeje alguns eventos educacionais pós-visita antes da viagem.

 

 

Cultivando o Relacionamento

 

         Um Relacionamento de Companheirismo requer o envolvimento de outras pessoas além dos bispos e do grupo interessado em missão mundial. Ele deve ser trabalhado dentro da vida de cada entidade diocesana. Uma prioridade importante do relacionamento é a participação ativa das pessoas, de modo que o relacionamento crie um padrão de vida em cada congregação.

 

O RELACIONAMENTO ENTRE AS PARÓQUIAS

         O envolvimento mais direto em um Relacionamento de Companheirismo é o de uma congregação local comunicando-se com as pessoas de uma congregação (ou instituição) do parceiro. Esses relacionamentos se constituem de intercâmbios de cartas e visitas pessoais ocasionais.

         Não deve haver a intenção de que este relacionamento se baseie no apoio financeiro de uma congregação em relação a outra, como também não deve haver interferência na missão e nas prioridades fiscais da igreja parceira. A intenção é de fornecer o apoio necessário e o entendimento cultural, junto com apoio espiritual para com as necessidades do outro.

         Os relacionamentos entre paróquias em geral continuam após o término dos relacionamentos diocesanos ou são o produto de uma experiência missionária prévia. É importante que os bispos das dioceses envolvidas em um relacionamento entre paróquias estejam sempre a par dos projetos desenvolvidos por elas.

 

EDUCAÇÃO

         Materiais escolares especiais da diocese podem ser integrados no conteúdo programático regular. Poderiam ser incluídos:

(a)   modo como grupos etários semelhantes vivem, estudam e adoram a Deus;

(b)  constituição familiar, a cultura e as aspirações dos jovens;

(c)  experiência da fé no seu dia-a-dia;

(d) assuntos e problemas que mais os preocupam.

     Devem ser levantadas questões sobre como os jovens podem desenvolver uma parceria verdadeira dentro do Corpo de Cristo e como eles podem se fortalecer mutuamente para a missão e o ministério. O entendimento e o respeito para com pessoas de culturas diferentes poderia deteriorar-se para uma simples curiosidade sem maior sentido, se não houver ênfase na parceria.

     O material de estudo adulto especial da diocese poderia basear-se nas Consultas dos Parceiros em Missão.  Pode-se procurar a ajuda do pessoal do Escritório das Relações Anglicanas e Globais. O conteúdo programático poderia concentrar-se no estudo comparativo das culturas, no social e nas questões que afetam as suas igrejas.

 

COMUNICAÇÃO

         Jornais das dioceses e boletins das paróquias são bons canais de informação, não apenas para sintetizar o que tem acontecido dentro do relacionamento, mas também para divulgar eventos especiais. Publicar artigos (com fotografias) sobre pessoas pode ilustrar mais claramente a vida e a missão de cada parceiro.

         Poder-se-ia fazer intercâmbio de fitas de áudio e vídeo (assegure-se de que o seu parceiro possui o equipamento e a habilidade para produzir e usar o material), incluindo-se aí liturgias, músicas e materiais para grupos de discussão.

         A arte comunica muito. Você possui alguma manifestação de arte do seu parceiro disponível na sua diocese? Os dois parceiros tem artistas que poderiam disponibilizar alguns de seus trabalhos para exposições ou que poderiam ser solicitados para desenhar vestimentas ou objetos de arte?

         Convide palestrantes locais com conhecimentos sobre o país e a cultura do parceiro ou questões que afetam a igreja desse lugar. Entre em contato com o Escritório das Relações Anglicanas e Globais para conseguir indicação de antigos Missionários Designados, Voluntários para Missão ou estudantes em sua diocese.

         A informática tornou possível a comunicação pela internet de um modo direto. É necessário saber objetivamente quem são as pessoas para esse contato entre parceiros. Um dos modos de comunicação mais efetivos é a criação de uma página de companheirismo.

 

CONSIDERAÇÕES ECUMÊNICAS E INTERFÉS

         O crescimento do companheirismo dentro da Comunhão Anglicana deve também servir à causa mais ampla da unidade cristã e do respeito entre religiões. Sempre que for possível, atividades ecumênicas e interfés devem estar previstas desde o início do Relacionamento de Companheirismo.

         Participantes ecumênicos e interfés locais são adequadamente envolvidos quando são recebidos visitantes do parceiro. O planejamento poderia considerar a inclusão de representantes ecumênicos e interfés nos grupos visitantes.

         Grupos ecumênicos e interfés trabalhando juntos em questões sociais, econômicas e de paz e justiça constituem-se em participantes válidos do Parceiros em Missão.

 

 

A Dinâmica do Relacionamento

 

AVALIAÇÃO DO RELACIONAMENTO

         Relacionamentos de Companheirismo são uma força dinâmica e necessitam de avaliação teológica e missiológica constantes. Desde o início, devem-se estipular limites de tempo bem definidos para o relacionamento, de modo a se prevenirem mal-entendidos. Se existe um acordo de um relacionamento de cinco anos, então se deveria fazer uma avaliação no quarto ano. Isso daria tempo para se decidir se há vontade de alongar o relacionamento por mais um período.

         Entre as áreas que poderiam ser exploradas:

(a)   Como este relacionamento enriqueceu cada um dos parceiros?

(b)  Que alterações ocorreram na missão e no ministério, devidas ao relacionamento?

(c)  Como as nossas expectativas foram alcançadas?

(d)  Que problemas surgiram?

(e)   O que falta fazer?

 

RENOVAÇÃO DO RELACIONAMENTO

         Os relacionamentos são renovados por meio de acordo mútuo entre os parceiros. O adicional mais comum é de três anos e o relacionamento pode ser renovado quantas vezes os parceiros acharem mutuamente benéfico. O processo de avaliação deve ajudar a determinar se o relacionamento deve continuar.

         O reconhecimento formal desse período adicional é obtido da mesma maneira que o estabelecimento inicial do relacionamento: por meio de solicitação dirigida ao Conselho Executivo.

         Tanto para o caso de conclusão como de extensão adicional do relacionamento, por gentileza notifique o Responsável pelos Serviços de Companheirismo para que se mantenham atualizadas as informações sobre os relacionamentos existentes.

 

CONCLUSÃO DO RELACIONAMENTO

         O término do Relacionamento de Companheirismo deveria ser marcado por correspondência formal entre os bispos. Do mesmo modo que se iniciou o relacionamento com uma ação litúrgica, deve-se também concluí-lo com uma liturgia de ação de graças em ambas as dioceses e talvez uma visita ou um intercâmbio final. É um modo excelente de dar um fechamento ao companheirismo formal – lembrando-se sempre que amizades formadas não têm limites de tempo e não se perderão.

 

 

 

Apêndice A

 

67ª CONVENÇÃO GERAL

Encontro em Nova Orleans

5 a 15 de setembro de 1982

 

RESOLUÇÃO A-128 A

 

COMO a publicação Missão em Perspectiva Global da Comissão Permanente sobre Missão Mundial lembra a Igreja de que todas as igrejas são parte de um corpo, de modo que, quando uma é abençoada, todas são abençoadas e quando uma sofre, todas sofrem, e que, em sua misericórdia, Deus em Cristo coloca um espelho em frente aos povos da terra, no qual eles podem se ver de verdade – como eles são e como eles deveriam ser, portanto foi

RESOLVIDO, com a concordância da Câmara dos Representantes, que a 67ª Convenção Geral, em seu encontro em Nova Orleans, recomenda a participação de muitas Províncias, Dioceses e Congregações no ministério da Missão Mundial, ao mesmo tempo que reconhece a tendência de muitas pessoas verem a Missão Mundial como um trabalho alheio em algum outro lugar e a conseqüente dificuldade de muitos de entenderem essa tarefa como um item prioritário dos planos da Igreja; e também foi

RESOLVIDO que esta Igreja reafirma o seu compromisso com a Missão Mundial e requisita todas as dioceses a estabelecerem uma Comissão ou Comitê para Missão Mundial, de modo a estimular as Congregações a personalizar sua relação com a Missão Mundial por meio do envolvimento em um ou mais dos seguintes itens:

     Relacionamento com a Diocese Parceira;

     Relacionamento Paróquia com Paróquia;

     Voluntários para Missão;

     Serviço missionário;

     Bolsas escolares, intercâmbios e ofertas especiais;

e também foi

RESOLVIDO que o Conselho Executivo e o seu pessoal providenciem cada vez mais oportunidades para a personalização da missão.

 

Moção aprovada

Com a concordância da Câmara

 

Apêndice B

 

RESOLUÇÃO

Aprovação de um Relacionamento de Companheirismo

 

 

FOI RESOLVIDO que a _______ Convenção da Diocese de ______________ endossa a formação de um Relacionamento de Companheirismo entre esta diocese e a diocese de _____________ , começando em ________ e prosseguindo até __________ , ou terminando antes, com consentimento mútuo; e também

 

FOI RESOLVIDO que o bispo (ou Comissão, Departamento ou Grupo da Missão Mundial) seja designado para estabelecer uma Comissão de Relacionamento de Companheirismo representativa para implementar esse relacionamento, inclusive por meio do recrutamento de pessoas e congregações da diocese para participarem deste relacionamento.

 

 

 

(tradução de Joaquim de Souza Campos Neto; revisão de Onélia de Lima Salum Andrade; supervisão do reverendo Cezar Fernandes Alves)

 

 

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