SOBRE

JUNTA PAROQUIAL

E

DINÂMICAS DE GRUPO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

Índice

 

            1.         Sobre a Junta Paroquial         3

                        1.1 – Igreja como Povo de Deus         3

                        1.2 – A comunidade Cristã     4

                        1.3 – A Junta Paroquial           5

                                    a. Membros da Junta Paroquial         6

                                    b. Tempo de serviço   6

                                    c. Cargos         6

                                    d. Conselho executivo 9

                                    e. Obrigações dos membros da Junta Paroquial        9

                                    f. Reuniões      9

                                    g. Ordem em uma reunião     10

                                    h. O desenrolar da reunião    10

                                    i. Comissões    14

                        1.4 - Assembleia Geral da paróquia   14

 

            2.         Dinâmica de grupos    15

                        2.1 – O trabalho realizado em grupos é importante 15

                        2.2 – Todos podemos ser líderes        15

                        2.3 – Em geral            16

 

            Apêndice 1     

                        Como participar de uma reunião       18

                        Tipos de participantes de um grupo   18

 

            Apêndice 2     

                        Como matar a sua igreja        19

 

            Apêndice 3     

                        A moderna Junta Paroquial    20

 

            Apêndice 4     

                        Um sonho sobre a igreja do futuro    22

 

 

 


 

 

1. Sobre a Junta Paroquial

1.1 – Igreja como Povo de Deus

Cristo é luz para os povos. Ao anunciar sua boa nova, seu Evangelho, sua mensagem, as pessoas o seguiam; com isso,  formou-se uma comunidade de crentes que, na língua grega, se chamava “ekklesia”. Aquela comunidade inicial de admiradores e seguidores de Cristo cresceu até se tornar a Igreja Cristã, espalhada hoje por todo o mundo.

A Igreja é formada pela comunidade de crentes, que coloca sua fé na mensagem de Cristo, reúne-se para adorar a Deus, receber seu amor e transmiti-lo ao resto da humanidade.

A Igreja de Cristo é maior que as denominações cristãs individuais. A Igreja de Cristo compreende todas as denominações cujos membros se dizem seus seguidores. Por isso, hoje, para evitar a confusão que, no passado, se originou com a diversidade de denominações cristãs, a Igreja chama-se também de Povo de Deus.

O Concílio Vaticano II (1962~65) diz o seguinte: “Em todo o tempo e para com todos os povos, é grato a Deus que haja aquele que O tema e pratique a justiça (Atos 10,35). No entanto, era vontade de Deus santificar e salvar os homens, não isoladamente, sem ligação de uns com os outros, constituindo um povo que O confessa em verdade e O serve em santidade”. São Paulo, na carta aos Efésios, resume muito bem esta doutrina: “Há um só Corpo e um só Espírito, como uma é a esperança a que fostes chamados. Um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos, que está sobre todos, e atua por meio de todos e em todos ” (Ef. 4,4-6).

A Igreja Episcopal Anglicana é parte do Povo de Deus. Proclamamos ao mundo a mensagem de Cristo, a mensagem de salvação e amor a todo o gênero humano. Sem ele, não seríamos mais que uma organização humanitária. Cristo vive em nosso meio, inspira-nos e fortalece-nos para continuarmos sua obra (Cf. Mt. 28, 19-20 ; Col. 1,18).

1.2 – A comunidade cristã

A comunidade cristã inicial de seguidores de Cristo cresceu, formando a Igreja Católica de Cristo. Esta Igreja, este Povo de Deus, realiza sua obra em pequenas comunidades. Os cristãos  reúnem-se em comunidades que chamamos “paróquia”. Um grupo dessas paróquias forma uma diocese, presidida por um bispo.

O bispo é o pastor principal de uma diocese. Como não pode presidir a celebração eucarística de cada uma das comunidades, delega essa função aos presbíteros, que mais tarde passaram a ser chamados de sacerdotes. Junto com os bispos, eles participam do governo da Igreja, em seu trabalho missionário e pastoral, na pregação da palavra de Deus e na ministração de seus Santos Sacramentos. Na verdade, o presbítero preside a edificação da comunidade cristã, que se faz pela missão, pela palavra, pela ação pastoral, pela celebração dos sacramentos, especialmente a eucaristia. Naturalmente, quem preside não assume todas as funções; pelo contrário, anima e coordena uma comunidade dotada de inúmeros outros carismas, serviços e ministérios. Ele representa o Bispo e exerce suas funções no âmbito paroquial. Segundo nossos Cânones Gerais, o Bispo deve visitar as paróquias pelo menos uma vez a cada dois anos para estar seguro de que estão guardando a fé, a unidade e a disciplina da Igreja.

Assim como o bispo se serve dos sacerdotes para difundir a mensagem de Cristo, também o sacerdote se serve da comunidade cristã para difundir a mensagem de salvação.

O sacerdote não escolhe os fiéis como se a Igreja fosse uma empresa. Os fiéis foram chamados e salvos por Deus. A fé é um dom divino. Cada fiel recebe talentos de Deus para levar avante a obra de salvação (Ef. 2,8-10; 4,11-13). Cada membro de uma paróquia deve pôr em prática os dons recebidos em função do bem comum, para a edificação do corpo total, que é o Corpo de Cristo.

Cada comunidade local coloca a serviço da Igreja seus talentos e isso redunda em uma diversidade universal, que põe em destaque a riqueza divina derramada sobre seus filhos amados.

            1.3 – A Junta Paroquial

Em todo grupo de pessoas, é necessária uma liderança, uma organização e uma estrutura. As paróquias suprem essa necessidade com uma organização que se chama Conselho ou Junta Paroquial.

A Junta Paroquial é formada por um grupo de líderes comprometidos em difundir a obra da Salvação de Cristo Jesus. A Junta Paroquial atua representando a paróquia. Os membros que a integram não devem realizar todo o trabalho, mas devem  assegurar-se de que o maior número possível de fiéis participe das metas a serem alcançadas. Sim, são responsáveis para que a obra cristã de salvação não fique parada ou sequer paralisada.

A paróquia, reunida em assembleia geral, vota para escolher pessoas que se têm mostrado interessadas em servir na Junta Paroquial.

É dever da Junta Paroquial:

u  Eleger, ou reeleger, em reunião extraordinária, com a presença mínima de dois terços de seus membros e de acordo com os cânones, o Reitor que há de servir à paróquia, por prazo determinado pela própria Junta Paroquial e acordado com esse, nunca superior a cinco anos, e prover os recursos necessários a seu trabalho e para sua manutenção, despesas com transporte, bem como residência, previdência e estipêndio, respeitando sempre o piso salarial aprovado em Concílio.

u   Eleger, a cada ano, entre seus membros, seus oficiais, de acordo com os Cânones Diocesanos, bem como eleger e enviar ao Concílio, para cada reunião desse, os delegados leigos que representarão a paróquia e seus respectivos suplentes.

u  Cooperar com o Reitor nas ações sociais, missionárias, devocionais, educacionais e todas as demais ações que se fizerem necessárias para o desenvolvimento da paróquia e administrar, em conjunto com o reitor, os recursos da paróquia.

u  Dotar o templo e todas as propriedades da paróquia da infraestrutura necessária para seu funcionamento regular e convocar a assembleia geral da paróquia.

a. Membros da Junta Paroquial

u  Para ser eleito membro da Junta Paroquial, o paroquiano deve apresentar confluência das seguintes condições:

u  Ser batizado, confirmado, maior de 21 anos, participante assíduo da celebração da Santa Eucaristia e demais ofícios na paróquia

u  Ser fiel na adoração comunitária e conhecer as normas doutrinárias da Igreja.

u  Ter feito e mantido um compromisso de contribuir financeiramente de forma regular para manutenção da paróquia, tendo como alvo, nas contribuições regulares, a prática do dízimo, conforme determinado nos Cânones Diocesanos.

u  Deve ser pessoa com uma visão de futuro para a paróquia.

u  Deve ser pessoa com capacidade de trabalho em grupo, aberta ao diálogo e com capacidade de ouvir e respeitar opiniões conflitantes, buscando sempre o consenso para o bem da comunidade.

b. Tempo de serviço

Cada membro da Junta Paroquial exercerá seu cargo durante três anos. Quando se forma pela primeira vez a Junta Paroquial, alguns serão eleitos para exercer durante um ano, outros, para dois anos e outros, para três anos. Vencido o segundo mandato, não podem ser reeleitos antes de passado um ano de vacância.

Os Cânones Gerais da IEAB preveem que uma Junta Paroquial deve contar, no mínimo, com três membros, sendo seu número sempre múltiplo de três. Cada paróquia ajustará o número de membros da Junta em proporção aos membros da paróquia. Mas, como os membros da Junta não devem realizar todo o trabalho da paróquia, porém organizar e delegar, considera-se que 12 pessoas é um número ideal para uma Junta Paroquial.

c. Cargos

Os cargos são estes: 1º Guardião, 2º Guardião, Secretário, Custódio do Patrimônio e Tesoureiro, bem como outros oficiais necessários ao bom andamento do trabalho da paróquia.

Compete ao 1º Guardião, que representa, na vida da paróquia, depois do Reitor, a mais alta autoridade (teste):

 

1.      Presidir as reuniões da Junta Paroquial nos impedimentos do Reitor.

2.      Na ausência ou impedimento do Reitor, coadjutor e ministros leigos, cuidar que as reuniões de culto público sejam devidamente dirigidas, responsabilizando-se pela ordem geral dentro das normas da IEAB.

3.      Receber as ofertas do povo por ocasião dos ofícios religiosos.

4.      Anotar os dados para o registro paroquial na ausência do Reitor ou a pedido desse.

5.      Assessorar o Reitor, a pedido desse, no estudo e solução de casos disciplinares.

6.      Ser responsável pela acolhida cordial das pessoas que comparecerem aos ofícios públicos.

Compete ao 2º Guardião: assessorar o 1º em todos os seus atos e substituí-lo nos seus impedimentos.

O Secretário da Junta Paroquial é eleito pela Junta, e compete a ele:

1.      Registrar todos os atos da Junta Paroquial, lavrando ATA oficial das reuniões da Junta Paroquial quando das Assembleias.

2.      Redigir e enviar todas as correspondências da paróquia, sempre de acordo com as instruções da Junta Paroquial e do Reitor.

3.      Responsabilizar-se pelos trabalhos da secretaria e dos documentos inerentes a seu cargo, bem como pelo arquivo paroquial.

4.      Quando a paróquia tiver pessoa contratada para os serviços de secretaria, os trabalhos descritos nos itens “2”e “3” serão a ela delegados mediante supervisão do Reitor.

Compete ao 2º secretário assessorar o 1º em todos os seus atos e substituí-lo nos seus impedimentos.

O Tesoureiro é eleito pela Junta Paroquial, não sendo necessário ser membro dessa, devendo, entretanto, ser escolhido somente entre os membros da paróquia em plena comunhão. Compete a ele:

 

1.      Receber, contabilizar e depositar em conta corrente da paróquia todos os valores que lhe forem confiados.

2.      Escriturar todos os valores que lhe forem confiados em livro próprio ou controle informatizado, que deverão ser submetidos à apreciação do Reitor.

3.      Elaborar a previsão orçamentária anual, submetendo-a à apreciação da Junta Paroquial.

4.      Elaborar relatórios financeiros, mensais e anuais, para apreciação da Junta Paroquial, bem como o trienal e o anual para serem remetidos à Diocese.

5.      Providenciar todos os pagamentos que tiverem de ser feitos pela paróquia, manter tudo registrado e arquivar os seus comprovantes.

6.      Permitir, em qualquer tempo, tanto pela Junta Paroquial, quanto pelo Reitor, o exame direto de tudo o que se relaciona com a tesouraria.

7.      Assinar, em conjunto com o Reitor, a movimentação bancária, de acordo com as normas do banco em que a paróquia mantiver suas contas.

8.      Quando a paróquia contratar um profissional para trabalhar na administração, como é comum em algumas paróquias dos Estados Unidos e da Inglaterra, essa pessoa deverá desempenhar várias funções que são atribuídas ao Tesoureiro, sempre sob a supervisão desse e do Reitor.

Ao 2º Tesoureiro compete assessorar o primeiro em todos os seus atos, bem como em substituí-lo nos seus impedimentos.

O Custódio do Patrimônio é eleito pela Junta Paroquial entre seus membros, e compete a ele:

1.      Zelar pelos bens materiais da paróquia, bem como os das Missões a ela relacionadas, cuidando do que se refere à conservação, manutenção, proteção contra o uso indevido, invasão ou eventuais sinistros e perigos.

2.      Relatar, nas reuniões ordinárias da Junta Paroquial, a respeito do patrimônio da paróquia e suas necessidades.

Providenciar a identificação dos bens móveis e imóveis da paróquia, usando meios apropriados, bem como realizar o tombamento dos bens em livro ou meio informatizado próprios.

d. Conselho Executivo

Apesar de não previsto nos Cânones Gerais, nem nos Estatutos da maioria das paróquias, muitas comunidades possuem um Conselho Executivo, que trabalha em nome da Junta Paroquial e que, no interregno das reuniões ordinárias, trabalha junto com o Reitor para solucionar e intervir em casos de emergência. Integram-no , de direito, o 1º Guardião, o Custódio do Patrimônio, o Tesoureiro e o Reitor, que é seu presidente ex-ofício. Para a criação deste Conselho, deverá ser utilizado o referendo da Junta Paroquial, podendo o Reitor cooptar até dois outros membros da igreja em plena comunhão que, por seu conhecimento específico do assunto, possam trazer uma contribuição prática na solução e decisão sobre a questão de emergência.

e. Obrigações dos membros da Junta Paroquial

1.      Assistir a todas as reuniões.

2.      Orar juntos com regularidade.

3.      Conhecer os regulamentos da Junta Paroquial, bem como os Cânones Gerais e Diocesanos.

4.      Dialogar com os membros da congregação, buscando opiniões e o consenso da comunidade.

5.      Trabalhar em conjunto com os outros membros da Junta.

6.      Ajudar pessoas com vocação sacerdotal, orando e apoiando-os na caminhada para o ministério da Igreja.

7.      Desenvolver as propostas paroquiais.

f. Reuniões

Os Cânones Gerais da IEAB não preveem a regularidade das reuniões; todavia cremos que uma Junta Paroquial atuante e eficiente se deva  reunir uma vez por mês, descansando no mês de janeiro. Os Cânones da Diocese Anglicana de São Paulo estabelecem que as Juntas se deverão  reunir pelo menos quatro vezes ao ano, sob a presidência do Reitor, que é o seu presidente ex-oficio, sendo a presença às reuniões privativa dos seus membros.

 

O Reitor pode convocar uma reunião extraordinária, indicando por escrito o propósito  dessa. Também a maioria da Junta pode fazê-lo por escrito, com pauta específica. Se a paróquia não tem Reitor, o 1º Guardião pode convocar a reunião extraordinária.

O Reitor preside todas as reuniões, mas, em sua falta ou impedimentos canônicos, a Junta Paroquial é presidida pelo 1º Guardião. Uma vez que o Reitor preside a comunidade Eucarística e é o líder espiritual da paróquia, é muito apropriado que ele presida as reuniões. Quando se estuda, ao final do ano, o estipêndio do Reitor para o ano seguinte, é aconselhável que ele se ausente da reunião e que o 1º Guardião a presida.

g. Ordem em uma reunião

Para que haja ordem em uma reunião, deve-se seguir um plano de trabalho, conhecido normalmente como agenda. O esquema tradicional é o seguinte :

1.      Inicia-se com uma oração ou um devocional.

2.      É feita a leitura da ata da reunião anterior, que é submetida à aprovação. Se houver correções, será refeita a ata.

3.      Leitura e aprovação do balancete do tesoureiro.

4.      Correspondências recebidas.

5.      Relatórios das comissões.

6.      Assuntos pendentes da reunião anterior.

7.      Assuntos novos.

8.      Avisos.

9.      Encerramento.

10.  Nenhuma reunião da Junta Paroquial deve durar mais de duas horas.

h. O desenrolar da reunião

Para que haja ordem em uma reunião, é importante observar certas normas conhecidas como “Regras parlamentares”, usadas em procedimentos parlamentares.

 

Em primeiro lugar, tem que haver um quorum, ou certo número mínimo de pessoas para que se possa levar a cabo uma reunião. A metade dos membros mais um formam o quorum.

Se, durante uma reunião, se quer que um projeto, que foi apresentado, seja aprovado, alguém tem de fazer uma proposta. Para isso, tem de pedir ao presidente a permissão para fazer a proposta. Então a pessoa diz: “Proponho que se pinte a Igreja por fora”. Se alguém mais estiver de acordo, diz: “Estou de acordo”. Se ninguém houver secundado a proposta, o presidente pergunta: “Alguém secunda esta proposta?” Se ninguém a apoiar, a proposta morrerá. Se alguém a secundar, o presidente diz: “Foi apresentada uma proposta de pintar a Igreja por fora. Antes de votar, há algum comentário sobre o assunto?” Então se escutam os comentários. Para intervir, deve-se levantar a mão e falar somente sobre o tema. Após breve discussão, o presidente pergunta: “Estão prontos para votar?”.

Vota-se de várias maneiras: levantando a mão, com um “sim” ou um “não”, colocando-se em pé, passando uma lista (providenciada pelo Secretário) ou em secreto.

Para que uma proposta passe, tem de votar a favor dela mais da metade dos presentes. A isso se chama maioria. Se todos votam iguais, é voto unânime.

O Reitor, ou o 1ºGuardião (na ausência do reitor), não vota, salvo em caso de desempate.

Nas reuniões deve reinar uma conduta de sinceridade. Os membros devem dizer o que pensam, com amor cristão, sem ofender a ninguém. Os que não estejam de acordo com uma decisão tomada é melhor que o digam na reunião, e não fora dela, criando dissensões e fofocas, causando divisões na paróquia.

Consenso. Nas decisões importantes de uma paróquia, como para eleger ou reeleger o Reitor, ou outro assunto de capital importância, deve-se buscar o consenso. Isso não quer dizer que todos estejam cem por cento de acordo, mas que, após suficiente diálogo, todos possam aceitar e apoiar a decisão tomada.

Alguns critérios podem ser utilizados para facilitar esse processo de eleição ou reeleição de um Reitor. Conforme nos relata Rick Warren, no livro Uma Igreja com Propósitos, Parte 1, capítulo 1:

“Igrejas saudáveis são guiadas por pastores que estão dirigindo a mesma igreja por um longo período. Um ministério longo não garante que a igreja irá crescer, mas a mudança constante de pastor garante que esta igreja não irá crescer.

Imagine como seria para as crianças se elas trocassem de pai a cada dois ou três anos? Elas com certeza teriam sérios problemas emocionais. Da mesma maneira, a longevidade da liderança é um fator crítico para o crescimento e a saúde da “família-igreja”. Longos pastorados proporcionam profundos, fiéis e íntimos relacionamentos. Sem este tipo de relação, um pastor não conseguirá alcançar resultados duradouros.

Igrejas que trocam de pastores com frequência nunca vão experimentar um crescimento consistente. Acredito que esta seja a razão do declínio de algumas denominações. Limitando propositadamente a administração do pastor na igreja local, criam-se ministérios onde os pastores são incapacitados do ponto de vista espiritual e administrativo. Poucas pessoas querem seguir um líder que não vai estar presente daqui a um ano.O pastor talvez queira começar muitos projetos novos, mas os membros ficam hesitantes, porque mais tarde eles serão os responsáveis pelas consequências, pois o líder terá mudado para outra igreja.”

Gary L. McIntosh, na revista americana Leadership, lista várias questões para auxiliar pastores a tomarem a decisão acertada quanto à questão de saírem para uma outra paróquia, as quais poderão ser aplicadas aos membros da Junta no processo de eleição ou reeleição de um novo reitor. Destacamos algumas delas:

u   “Estou nesta paróquia tempo suficiente para atingir meus anos mais produtivos? Pesquisas demonstram que os anos mais produtivos começam a partir do sexto ou sétimo ano de trabalho em determinada paróquia. Isto deve me levar a perguntar se já fiz o meu melhor pela congregação. Estou disposto e sou capaz de continuar trabalhando arduamente aqui ?

u  Ainda tenho planos ou sonhos para esta paróquia? Realizar um trabalho sem ter um objetivo ou um sonho, algo pelo qual batalhar, certamente é improdutivo. Vejo a possibilidade de realizar aquilo que tenho planejado?

u  Estou apto a atender às oportunidades de ministério que estão surgindo para a congregação? É minha vontade acompanhar a congregação em seu crescimento espiritual? ”

 Podemos citar ainda John Stott, o mais conhecido teólogo atual de ênfase evangelical da Comunhão Anglicana, em seu livro Os Desafios da Liderança Cristã, capítulo 3: “Nós, cristãos, às vezes, pensamos que, sem mais nem menos podemos adotar os métodos seculares de tomada de decisões. No processo democrático secular, as decisões tomam-se por simples maioria: 51 a favor, 49 contrários, ganha a proposta majoritária. Há muitas igrejas e corpos eclesiásticos que tomam decisões dessa maneira, mas tenho plena convicção de que isso angustia o Espírito Santo. Tomar decisões com uma simples votação da maioria demonstra falta de confiança no Espírito Santo, e uma falta de respeito à minoria. O Espírito Santo é o espírito da verdade e amor e aqueles de nós que temos uma mente cristã deveríamos buscar o consenso”. E, citando um exemplo prático, ocorrido em sua própria igreja, a Paróquia de Todas as Almas, em Londres, que costumava utilizar um dia inteiro de consulta a cada ano para debater assuntos importantes:

“Num determinado ano, o debate foi se deveríamos utilizar uma linguagem mais moderna nos cultos. Deveríamos continuar dirigindo-nos a Deus como “Tu, que vês...” ou como “O Senhor, que vê...” ? De minha parte, eu era propenso a usarmos uma linguagem mais moderna. Mas havia muitas pessoas de idade avançada na congregação que amavam a beleza da linguagem antiga. Houve um debate acalorado. Era evidente que o grupo estava dividido quase que equilibradamente; poderíamos chegar a uma solução por meio de uma votação, mas tínhamos decidido não utilizar este método de tomada de decisão. Ao fim do dia, disse-lhes que deixaríamos o assunto pendente, esperaríamos mais um ano, pensaríamos sobre o assunto, oraríamos e quem quisesse poderia fazer circular um memorando com suas convicções.

Chegou o dia do ano seguinte em que trataríamos outra vez daquele tema, e fui orando ao me dirigir para a reunião. Tivemos um pouco mais de diálogo. Finalmente, a decisão foi unânime a favor de uma linguagem mais moderna para os cultos nas noites dos domingos, permanecendo nos cultos matutinos o estilo antigo. Para mim, foi um maravilhoso exemplo de como necessitamos respeitar uns aos outros, e esperar que o Espírito Santo nos guie em direção a uma posição em comum e nos dê o seu tempo para a tomada de decisões.

Estou certo de que poderemos manter relacionamentos mais sadios e respeitosos se valorizarmos as pessoas e se aplicarmos esse revolucionário princípio de agirmos em nome de Cristo, e também tratarmos o nosso próximo como se fosse o próprio Senhor Jesus”.

Por fim, o Rev. Carlos Calvani afirma: “na Comunhão Anglicana, convivem tendências diversas (Anglo-católicos, Evangélicos, Liberais, Conservadores, Carismáticos, etc), teologias contraditórias, formas de liturgias diferentes e principalmente pessoas...Como são contraditórias as pessoas. Nenhuma delas é totalmente boa ou totalmente má. Não adianta projetarmos nossas expectativas morais ou espirituais sobre as pessoas e mais tarde condená-las por não corresponderem aos nossos ideais. Tenho aprendido, a duras penas, a respeitar os limites da condição humana. E, como são as pessoas que vivem a experiência de ser Igreja, naturalmente, as comunidades serão um reflexo das próprias contradições de seus membros...”

No essencial UNIDADE, no não essencial A LIBERDADE, e em todas as coisas A CARIDADE (Santo Agostinho de Hipona)

As ponderações acima devem  servir-nos como orientação na busca para alcançarmos um consenso, que não irá significar uma uniformidade perfeita, mas a decisão que em geral reflete melhor o espírito de uma congregação que reconhece a Cristo como seu Senhor e Salvador.

i. Comissões

A Junta Paroquial representa as comissões da paróquia. Pelo menos um membro da Junta deve estar em cada uma das comissões, mas não tem de ser o presidente delas. Algumas comissões são: liturgia, educação, missão, mordomia, convivência (vida paroquial), administração.

A missão de toda Junta Paroquial é servir a congregação. Por isso, nem todas as Juntas Paroquiais hão de seguir o mesmo modelo. Em congregações pequenas, a estrutura de comissões talvez não funcione.

1.4 - Assembleia Geral da paróquia

Os membros da Junta Paroquial que estava funcionando no ano anterior devem estar presentes nesta reunião e apoiá-la em todos os aspectos.

Nessa reunião, são apresentados, por escrito, os relatórios do que foi realizado no ano anterior, especialmente os relatórios do Tesoureiro e os das comissões.

Todos os membros da paróquia, em plena comunhão, têm a oportunidade de dar sua opinião sobre o exposto e de apresentar novos assuntos.

Apresentam-se as propostas, explica-se e estuda-se. Os fiéis podem fazer comentários e apresentar sugestões. Finalmente aprova-se.

Os paroquianos elegem os membros para assumir cargos na Junta Paroquial para os três anos seguintes.

 

 

 

 

 

2. DINÂMICA DE GRUPOS

2.1 – O trabalho realizado em grupo é importante

Tem-se que ter presente o seguinte:

u  Ninguém tem todas as respostas e soluções.

u  Um projeto pertence ao grupo quando todos colaboraram.

u  Quando há confiança entre os membros do grupo, podem-se apresentar novas ideias sem precisar defendê-las e sem medo de estar enganado.

u  Conversando, aclaram-se as ideias e ajudamos aos outros a aclararem as suas.

u  Às vezes, custa-se a aceitar uma ideia nova, mas crescer normalmente necessita sacrifício.

u  Também é difícil reconhecer que pode haver mais de um ponto de vista válido. Com frequência, não há resposta verdadeira ou falsa. Nem todos devem estar de acordo, embora gostaríamos que fosse assim.

u  Ao tratar-se de um problema difícil, emergem opiniões diferentes; se nossa meta é nobre, devemos aceitá-las para que nos ajudem a pensar. Trabalhamos juntos para edificar, não nosso castelo, mas o Corpo de Cristo.

2.2 – Todos podemos ser líderes

Ao trabalharmos juntos, com responsabilidade, damo-nos conta de que o líder não tem de fazer tudo. A tarefa do líder é colocar o grupo em marcha, voltando ao tema, quando seus integrantes se distraírem, e resumir, ao final de tudo, o que foi dito. O bom líder é como o capitão de uma equipe que inicia o jogo para que todos participem.

O líder consegue isso quando:

1.      Vem preparado, explicando a razão da reunião.

2.      Oferece sugestões sobre como solucionar o plano proposto.

É flexível, aceitando trocas que o grupo oferece para chegar ao objetivo.

 

3.      Segue o curso da conversação de tal maneira que pode oferecer um resumo dessa a qualquer tempo.

Outras funções do líder são:

1.      Animar: “É uma excelente ideia”.

2.      Expressar o estado de ânimo do grupo: “Creio que precisamos de um descanso”.

3.      Harmonizar: “Pedro e Rosa estão mais de acordo do que parece. Vejamos!”

4.      Colaborar: “Tua ideia é boa. Vamos experimentá-la temporariamente.”

5.      Perguntar a todos: “Carlos, gostaria de fazer algo?”

 Outras funções que podem ajudar ou não:

1.      Agressividade: “Assim, não vamos chegar a lugar nenhum.”

2.      Dependência: “Estou de acordo contigo.”

3.      Resistindo: “Temos de voltar ao tema”, quando esse, na verdade, foi rechaçado pelo grupo.

4.      Dominando: “Calem-se todos, quero dizer algo.”

2.3 – Em geral

Todos os presentes devem participar do tema em estudo. Não se trata de agradar ao líder ou a um amigo, senão de alcançar o objetivo proposto, de alcançar a meta, e, para isso, todos devem contribuir sem se preocupar com o que os outros pensem, mas, sim, com que suas ideias, embora não sejam aceitas, possam ajudar outros a compreender melhor o tema tratado.

O importante é sermos nós mesmos, conservando a própria individualidade sem imitar ninguém ou querer agradar a alguém.

É preciso concentrar-se no tema, oferecendo sugestões referentes a esse, sem pronunciar discursos. Não se trata de ter  razão, porém, de edificar sobre o tema.

É preciso escutar com atenção. Se não estivermos atentos, não poderemos edificar sobre o tema, nem ajudaremos os outros a entenderem o assunto.

 

É preciso falar com clareza, usando uma linguagem que todos possam compreender, sendo específico.

Critica-se a ideia, não a pessoa. Para entender o tema tratado, é bom oferecer outros pontos de vista, favoráveis e contrários, para que o tema seja perfeitamente compreendido. Assim, não se verá isso como uma crítica à pessoa que apresentou o tema.

 

 

 

APÊNDICE 1

COMO PARTICIPAR DE UMA REUNIÃO

1.      FALAR FRANCAMENTE – dizer o que pensa, pois as ideias de todos são muito importantes.

2.      SABER OUVIR O QUE OS OUTROS DIZEM.

3.      NÃO INTERROMPER QUEM ESTÁ FALANDO – levantar o dedo e esperar a vez.

4.      NÃO FICAR SENDO O SENHOR DA DISCUSSÃO.

5.      QUANDO NÃO ENTENDER, FAZER PERGUNTAS – nunca ficar na dúvida.

6.      DAR SUA OPINIÃO, MESMO QUE SEJA DIFERENTE DA DOS OUTROS.

7.      LEVAR ASSUNTOS PARA A REUNIÃO. SEMPRE PROCURAR PARTICIPAR DA REUNIÃO.

8.      CONFIAR NO GRUPO MAIS DO QUE EM SI MESMO

TIPOS DE PARTICIPANTES DE UM GRUPO

LEÃO: é o rei da reunião. O dono da verdade que domina o assunto.

CORUJA: não fala, mas presta muita atenção. Nunca dá a sua opinião.

BORBOLETA: pula de um assunto para outro, sem parar em nenhum.

PAPAGAIO: é falador. Fala por falar.

OURIÇO-CAIXEIRO: é aquele que se ofende por qualquer coisa.

CAVALO: dá patadas em todos.

BOI: nada o apressa. É tranquilão.

CAMALEÃO: está sempre de acordo com a maioria.

POMBO: vive de conversinha com o companheiro do lado.

MACACO: é inteligente, mas vive fazendo gracinhas.

 

 

APÊNDICE 2

COMO MATAR SUA IGREJA

1.      Não frequente a igreja, mas, quando for lá, procure algo para reclamar. Se comparecer a qualquer atividade, encontre falhas nas programações.

2.      Nunca aceite uma incumbência. Lembre-se de que é mais fácil criticar do que realizar. Se o Reitor, a Junta Paroquial ou qualquer outro líder pedir sua opinião sobre um importante assunto, responda que não tem nada a dizer e, depois, espalhe como deveriam ser as coisas.

3.      Não faça mais do que o absolutamente necessário; porém, quando a liderança estiver trabalhando com boa vontade e interesse para que tudo corra bem, afirme que sua igreja é dominada por um “grupinho”.

4.      Não leia os boletins da paróquia e muito menos os comunicados. Afirme que ambos não publicam nada de interessante ou, melhor ainda, diga que não os recebe regularmente.

5.      Se for convidado para ocupar qualquer cargo, recuse alegando falta de tempo e, depois, critique com afirmações do tipo: “Esta turma quer ficar sempre nos cargos...”.

6.      Quando tiver divergências com o Reitor, procure, com toda a intensidade, vingar-se  dele. Faça ameaças de abrir processo ético e envie cartas às demais lideranças locais e em outros níveis com acusações pesadas à liderança.

7.      Sugira, insista e cobre a realização de eventos. Quando a igreja for realizá-los, não se inscreva. Nem compareça.

8.      Se receber um questionário solicitando sugestões, não preencha e, se a liderança não adivinhar suas ideias e pontos de vista, certifique e espalhe a todos que é sempre ignorado.

9.      Após toda essa colaboração espontânea, quando cessarem as publicações, as reuniões, os eventos e todas as demais atividades, enfim, quando sua igreja morrer, estufe o peito e afirme com orgulho: EU NÃO DISSE?

 

 

 

APÊNDICE 3

A MODERNA JUNTA PAROQUIAL

A Junta Paroquial teve sua origem na Inglaterra. A sua forma moderna, porém, ela a ganhou na América do Norte.

Perante a lei eclesiástica, tanto quanto a civil, é ela reconhecida como uma instituição oficial, encarregada dos assuntos temporais da paróquia.

Suas atribuições estão especificadas na Constituição e nos Cânones da Igreja.

É ela composta da seguinte maneira: o pároco da igreja (seu presidente ex-oficio), dois guardiões e um variável número de membros da paróquia, em plena comunhão. Os cânones dizem que a Junta pode ser formada de três, seis, nove ou doze membros.

Os componentes da Junta representam a paróquia perante a lei; cuidam de suas propriedades; administram seus bens e, no caso de uma paróquia emancipada, escolhem o pároco quando vaga a reitoria. É ainda a Junta a responsável pela manutenção do pároco.

No início das Juntas Paroquiais, pelo menos nos Estados Unidos, uma de suas atribuições era zelar pela pureza das congregações, informando-as das transgressões e pecados de seus componentes. Como se vê, era uma espécie de polícia moral e espiritual.

Hoje, a Junta tem caráter administrativo, sem interferir, no entanto, na distribuição de esmolas aos necessitados, o que é da alçada exclusiva do pároco.

Uma de suas mais importantes missões, nestes dias de grandes paróquias, é a preparação do orçamento paroquial, cuidando de levantar fundos para poder executá-lo. Na verdade, uma Junta bem avisada não pensa somente nas necessidades correntes da igreja, mas olha para o futuro. Isso quer dizer que ela prevê reformas, ampliações, embelezamento dos edifícios paroquiais; cuida em ter meios para o financiamento da obra educacional, por intermédio da Escola Dominical, etc.

Entretanto, é sempre bom lembrar, sua maior responsabilidade é com referência ao salário de seu pároco e de funcionários que, porventura, a paróquia tenha.

 

Outro dever da Junta é cuidar de que os compromissos da paróquia para com a diocese sejam atendidos em tempo próprio, a fim de que esta possa se manter e cumprir seu programa.

A Junta, no entanto, não tem autoridade para interferir nos ofícios religiosos quanto à música, tipo de ritual, etc... Essas coisas são, segundo os Cânones, da responsabilidade exclusiva do ministro.

Não pense, porém, seja a Junta meramente uma organização financeira. Seus componentes, com os Guardiões à frente, devem ser a “mão direita” do pároco, com ele estudando a melhor maneira de fazer crescer a sua igreja, de ampliar seu trabalho, de expandir o Reino de Deus.

Eis um exemplo – considerar a oportunidade de estabelecer capelas e missões em lugares, dentro dos limites paroquiais, onde a influência da matriz não pode chegar.

Um membro da Junta deve ser sempre um paroquiano fiel, regularmente participando dos ofícios religiosos, aos domingos e em ocasiões especiais; sendo capaz de manter com qualquer pessoa palestra elucidativa a respeito da sua Igreja e da sua Fé.

Uma paróquia verdadeiramente eficiente, pois, será aquela em que o pároco, a Junta e todos os membros – cada um em sua esfera de atividades – trabalharem em cooperação, boa vontade e disposição, visando à Glória de Deus e à expansão do Seu Reino.

 

 

 

APÊNDICE 4

UM SONHO SOBRE A IGREJA DO FUTURO

Possa ela ser

Uma Igreja

onde é bom viver,

onde você pode respirar,

e dizer o que pensa.

Uma Igreja de liberdade

 

Uma Igreja

que ouve antes de falar,

que acolhe em vez de julgar,

que perdoa sem querer condenar,

que anuncia em vez de denunciar.

Uma Igreja de misericórdia.

 

Uma Igreja

onde o Espírito Santo

possa se sentir em casa,

porque nada foi previsto,

fixado antes.

Uma Igreja aberta.

 

Uma Igreja cujo povo não dirá

“veja, como eles são organizados”

mas “veja, como eles se amam”.

 

Igreja de Saint Denis

Igreja de subúrbios, ruas e casas próprias,

você ainda é pequena,

mas está fazendo progresso.

Você ainda é frágil,

 

mas você está cheia de esperança.

Levante a sua cabeça e olhe:

O Senhor está com você.

 

Poema de autoria de um bispo francês e citado pelo Arcebispo de Cantuária no sermão de encerramento da 27ª Convenção Geral da Igreja Episcopal dos Estados Unidos.

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Artigo original escrito pelo Rev. Isaías A. Rodriguez e editado pelo Rev. Daniel Caballero, ambos do Escritório Nacional de Ministérios Hispânicos da Igreja Episcopal dos Estados Unidos; traduzido e compilado em 2002 por Norton A. Coll, revisão ortográfica por Onélia Salum Andrade, e revisão teológica e canônica conforme os Cânones da IEAB - DASP por Dom Sumio Takatsu

 

Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

Diocese Anglicana de São Paulo

 

2ª Edição publicada em maio de 2009

Fonte Calibri 11 e Cambria 14

Papel A4 - 75g/m²

 

 

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