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| Igreja Episcopal Anglicana do Brasil - Diocese de São Paulo |
| Paróquia de São João |
| Artigo: Comunhão em Missão |
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| Comunhão em Missão |
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Escuta: “Comunhão em Missão” documento gravado para estudo, litania
Conselho Executivo solicita à Convenção Geral para agir na iniciativa inter-Anglicana
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ENS (Serviço Episcopal de Notícias) Citando a importância do documento como “uma visão para a lealdade
Anglicana à missão de Deus”, em 12 de janeiro o Conselho Executivo propôs que a Convenção Geral una-se
ao Conselho Consultivo Anglicano (ACC) na recomendação geral para estudo e resposta de “Um Pacto Para Comunhão e Missão”.
Promovido pelo Bispo Auxiliar de Nova York Catherine Roskam, o Comitê sobre Assuntos Internacionais do Conselho Executivo esboçou a resolução que será colocada na 75ª Convenção Geral em Columbus, Ohio, de 13
a 21 de junho. Em seu Encontro em Des Moines de 9 a 12 de janeiro, o Conselho também usou o documento para adaptar uma litania utilizada durante a Eucaristia (veja o texto ao fim desta notícia).
A resolução proposta aprova o documento “Comunhão e Missão” desenvolvido pela Comissão Permanente Inter-Anglicana sobre Missão e Evangelismo e aprovada pelo ACC em 2005.
A seguir tem-se o texto e a explicação da resolução proposta à Convenção Geral:
Resolução (A000; número a ser designado): Pacto para Comunhão em Missão. Resolvido, com o apoio da Casa de _________ , que a 75ª Convenção Geral da Igreja Episcopal reconhece o chamado do Conselho Consultivo
Anglicano em seu 13º Encontro em Nottingham, Inglaterra, em junho de 2005, para todas as igrejas da Comunhão Anglicana estudarem e aplicarem o documento “Um Pacto Para Comunhão em Missão”, o qual lhe foi
apresentado pela Comissão Permanente Inter-Anglicana sobre Missão e Evangelismo; e seja também resolvido que a 75ª Convenção Geral recomenda “Um Pacto Para Comunhão em Missão” como uma visão da lealdade
Anglicana à missão de Deus, para estudo nas paróquias, dioceses e seminários; para redes como a Sociedade Episcopal Para Missão Global, a Rede de Missão Episcopal Global e a Rede Diocesana
Companheira; para a Casa dos Bispos; e para a Comissão Permanente Sobre a Paz Internacional Com Assuntos de Justiça, a Comissão Permanente Sobre o Desenvolvimento do Ministério e a Comissão Permanente Sobre
Constituição e Cânones; e seja também resolvido que a 75ª Convenção Geral requer que a Comissão Permanente Sobre Missão Mundial reúna respostas de grupos pertencentes à Igreja Episcopal ao “Um Pacto
Para Comunhão em Missão” e inclua reflexões e recomendações a respeito da aplicação do acordo no seu relatório à 76ª Convenção Geral.
Explanação
O Conselho Consultivo Anglicano estabeleceu a Comissão Permanente Inter-Anglicana Sobre Missão e Evangelismo (IASCOME) em seu 11º Encontro em Dundee, Escócia, em 1999. A IASCOME é a última de uma série
de comissões, comitês e grupos de trabalho com a responsabilidade de manter uma visão global e prover coordenação internacional de missão e evangelismo na Comunhão Anglicana. O relatório da IASCOME ao
ACC-13 em Nottingham, Inglaterra de junho de 2005 é intitulado “Comunhão em Missão”. Ele inicia com uma introdução, reproduzida abaixo, a qual contém “Um Pacto Para Comunhão em Missão”:
Um Pacto Para Comunhão Em Missão
A Comissão Lambeth em seu Relatório Windsor “recomendava e encorajava os primazes a considerar a adoção de um Pacto Anglicano pelas igrejas da Comunhão, o qual tornaria explícitas e fortes a lealdade e os
laços de afeição que governam as relações entre as Igrejas da Comunhão” (Relatório Windsor, pp 62-64). A IASCOME discutiu modos de levar adiante os imperativos de missão na Comunhão após o processo dos
Companheiros em Missão e a Década de Evangelismo. A idéia de um Pacto Para Comunhão em Missão surgiu como uma proposta chave. Nós acreditamos que um Pacto que abrigue os valores da missão comum, que
poderiam ser usados como uma base para relações para fora entre as igrejas, organizações e sociedades de missão e redes da Comunhão, poderia prover um foco de unidade em missão importante para a Comunhão Anglicana.
Na Escritura pactos são peças centrais, no Velho Testamento, na relação de Deus com Noé, Abraão, Moisés e o povo de Israel. Jeremias e Ezequiel prevêem a vinda de um novo pacto – no qual Deus dará ao povo de
Deus um novo coração e uma nova vida e irá caminhar com eles, e eles com ele. No Novo Testamento Jesus inaugura este Novo Pacto. Ele foi marcado pela ruptura do seu corpo e pelo derramamento do seu sangue e
celebrado na refeição central Cristã da Eucaristia e feito efetivo através da Ressurreição de Jesus o Cristo para todas as pessoas em todos os tempos.
A IASCOME considerou em profundidade a natureza do pacto. Nós reconhecemos que na nossa cultura um pacto é um compromisso sério e significativo. Pactos se referem fundamentalmente a relações às quais a pessoa
se doa voluntariamente, enquanto que contratos podem ser vistos como um documento de ligação legal sob um corpo de princípios reguladores. Pactos são oferecimentos voluntários e de livre iniciativa de uma
pessoa para outra, enquanto que contratos são entidades de ligação cujo princípio de autoridade é externo às pessoas. Pactos são relacionais: relacionais entre aqueles que estão fazendo o pacto e relacionais com e para Deus.
Nós temos uma tradição de pactos nas igrejas Anglicanas que ajuda a esclarecer as nossas relações com outras igrejas ecumênicas; exemplos são o acordo Porvoo entre a Igreja da Inglaterra e as igrejas
Luteranas Bálticas e o Chamado à Missão Comum, entre a Igreja Episcopal e a Igreja Luterana Evangélica na América.
Nós recomendamos para consideração pelo ACC e para teste dentro da Comunhão o pacto de nove pontos a seguir. Nós acreditamos que ele fornece a base para acordos entre igrejas Anglicanas a nível nacional –
mas também pode ser usado por paróquias/congregações locais, movimentos e redes de missão, ligações de companhia de diocese, etc. Nós acreditamos que o Pacto Para Comunhão em Missão fornece um foco para
ligação da Comunhão de um modo diferente do sugerido pelo Relatório Windsor.
O pacto é propositalmente geral em seus princípios. No seu entendimento de missão, ele se baseia em Cinco Pontos de Missão dos Conselhos Consultivos Anglicanos de 1984 e 1990. Ele fornece um arcabouço no
qual os participantes do pacto conseguem identificar objetivos e aprendizados relacionados às suas situações particulares.
Um Pacto Para Comunhão em Missão
Este Pacto significa o nosso chamado em comum para partilhar a missão de reconciliação e cura de Deus para o nosso mundo, abençoado, contudo partido e machucado.
Em nossas relações como irmãos e irmãs Anglicanos em Cristo, nós vivemos na esperança da unidade que Deus fez acontecer através de Jesus no poder do Espírito Santo.
O preâmbulo reconhece que este mundo foi abençoado por Deus, mas que o trabalho de Deus através de Jesus, pelo poder do Espírito Santo, é o de procurar curar suas dores e juntar suas partes. O preâmbulo
nos lembra que somos chamados, como cristãos, a partilhar as nossas relações na missão de Deus para o mundo, trazendo testemunho do reino de amor, justiça e alegria que Jesus inaugurou.
Alimentados pela Escritura e pelo Sacramento, nós nos comprometemos a: Os nove pontos do Pacto baseiam-se em que a Escritura e o Sacramento fornecem o alimento, guia e a força para a jornada em comum dos participantes do Pacto.
- Reconhecer Jesus nos contextos e vidas de cada um
Os nove pontos começam em Jesus Cristo, que é a fonte e inspiração de nossa fé, e pede para aqueles que pactuam para missão que procurem, reconheçam, aprendam e se alegrem com a presença do Cristo trabalhando nas vidas e nas situações do outro.
- Apoiar uns aos outros na nossa participação na missão de Deus
O segundo ponto reconhece que nós não podemos servir a missão de Deus no isolamento e pede por apoio e encorajamento mútuos nos nossos esforços.
- Encorajar expressões da nossa nova vida em Cristo
O ponto três pede aos que entram no pacto por encorajamento mútuo no processo de novos entendimentos de nossas identidades em Cristo.
- Encontrarem-se para partilhar propósito comum e explorar diferenças e desentendimentos
O ponto quatro refere-se a encontros face a face, nos quais podem-se partilhar aprendizados e novas compreensões e lidar com dificuldades.
- Estar predisposto a mudanças em resposta a críticas e desafios dos outros
O ponto cinco reconhece que serão necessárias mudanças como respostas aos desafios que surgem: faz aprofundar-se como discípulo de Cristo o trabalho da missão e o encontro com aqueles com os quais estamos pactuados.
- Celebrar nossas forças e lamentar nossos fracassos
O ponto seis pede por honrar e celebrar nossos sucessos e tomar consciência e nomear nossas tristezas e falhas, na esperança de restituição e reconciliação.
- Compartilhar nossos recursos dados por Deus de modo eqüitativo
O ponto sete enfatiza que há recursos para compartilhar – não apenas dinheiro e pessoas, mas também idéias, orações, entusiasmo, desafio e excitação; e chama para agir para a partilha justa de tais recursos, particularmente se um participante do Pacto tem mais do que o outro.
- Trabalhar juntos para a sustentabilidade da criação de Deus
O ponto oito sublinha que o interesse de Deus engloba toda a vida – não apenas as pessoas, mas toda a ordem criada – e deste modo somos chamados a nos esforçar para proteger a integridade da criação e sustentar e renovar a vida da terra.
- Viver dentro da promessa da reconciliação de Deus para conosco e para com o mundo
Este último ponto fala do futuro para o qual estamos vivendo, a esperança de um universo reconciliado – no qual “Deus estará na terra assim como no céu”, como Jesus nos ensinou a orar. Nós fazemos este pacto com a promessa de nossas responsabilidade e interdependência mútuas no Corpo de Cristo.
A conclusão nos remete novamente a lembrar que nós precisamos uns dos outros, que somos responsáveis uns pelos outros e que somos reciprocamente interdependentes no Corpo de Cristo.
A IASCOME propõe que o ACC recomende o Pacto Para Comunhão em Missão para estudo e ação para as igrejas da Comunhão Anglicana e o remeta para o próximo IASCOME para avaliação de sua receptividade na Comunhão
Anglicana. A IASCOME também propõe que o ACC leve o Pacto Para Comunhão em Missão aos corpos da Comunhão Anglicana, com o propósito de continuar as considerações de pactos para a Comunhão Anglicana como
recomendado pelo Relatório Windsor e pelo anúncio oficial do Encontro de Primazes de fevereiro de 2005. Para essa finalidade, a IASCOME apresenta a resolução a seguir para ser adotada pelo ACC 13:
RESOLUÇÃO DO ACC – Este Conselho Consultivo Anglicano:
1. Recomenda o Pacto Para Comunhão em Missão às igrejas da Comunhão Anglicana para seu estudo e aplicação como uma visão para a lealdade Anglicana à missão de Deus; 2. Leva o Pacto Para Comunhão em
Missão aos corpos da Comunhão Anglicana com propósito de continuar as considerações de pactos para a Comunhão Anglicana, como recomendado pelo Relatório Windsor e pelo anúncio oficial do Encontro de
Primazes de fevereiro de 2005; 3. Remete o Pacto Para Comunhão em Missão para a próxima Comissão Permanente Inter-Anglicana Para Missão e Evangelismo para monitoração das respostas ao acordo dentro da Comunhão Anglicana, assim como para avaliar a sua efetividade. (fim)
Orações do Povo, adaptadas do Conselho Executivo do “Um Acordo Para Comunhão em Missão” da Igreja Episcopal – 11 de janeiro de 2006
Litanista – Em nossas relações como irmãos e irmãs Anglicanos em Cristo, nós vivemos na esperança da
unidade que Deus fez acontecer através de Jesus no poder do Espírito Santo. Alimentados pela Escritura e pelo Sacramento, nós oramos:
- Para que possamos reconhecer Jesus nos contextos e vidas de cada um; Senhor, na sua misericórdia, ouça a nossa oração.
- Para que possamos apoiar-nos uns aos outros em nossa participação na missão de Deus; Senhor, em sua misericórdia, ouça a nossa oração.
- Para que nós possamos encorajar expressões de nossa nova vida em Cristo; Senhor, em sua misericórdia, ouça a nossa oração.
- Para que nós possamos nos encontrar para compartilhar um propósito comum e para explorar diferenças e
discordâncias; Senhor, em sua misericórdia, ouça a nossa oração.
- Para que possamos celebrar as nossas forças e lamentar as nossas falhas; Senhor, em sua misericórdia, ouça a nossa oração.
- Para que possamos compartilhar com equidade os nossos recursos dados por Deus; Senhor, em sua misericórdia, ouça a nossa oração.
- Para que possamos trabalhar juntos para a sustentabilidade da criação de Deus; Senhor, em sua misericórdia, ouça a nossa oração.
- Para que possamos viver na promessa da reconciliação de Deus para conosco e para com o mundo; Senhor, em sua misericórdia, ouça a nossa oração.
Celebrante – Pai nosso que estás no céu, tu nos chamas à comunhão contigo e uns com os outros; abençoe e
fortaleça os laços que nos unem na Comunhão Anglicana, para que possamos ser um, assim como tu és um com o seu Filho Jesus, através do mesmo Jesus Cristo, o qual, contigo, é o autor e unificador de toda a
criação e que vive e reina contigo, na unidade do Espírito Santo, um Deus, agora e para sempre. Amén.
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| (Sexta-feira, 13 de janeiro de 2006) |
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