PARÓQUIA DE SÃO JOÃO

DÚVIDAS??? Perguntas que mais nos fazem...
Qual a origem da Igreja Anglicana?
O Padre Jesus Hortal, sacerdote jesuíta, em seu livro "E haverá um só Rebanho", p. 53, escreve que: "é freqüente, entre os escritores católicos-romanos, ver na ruptura entre Roma e Cantuária apenas a conseqüência das paixões do Rei Henrique VIII da Inglaterra. Isso é fruto de uma simplificação que desconhece a história." Cristãos dos primeiros séculos, foragidos das perseguições no continente europeu, atrevessaram o canal da Mancha e se refugiaram nas Ilhas Britânicas, professando e propagando a fé cristã, iniciando assim, a Igreja Cristã Britânica.
A Igreja se desenvolveu, e se estruturou ao ponto de ser representada por três bispos no Concílio de Arles, no ano 314. Vemos a expressão "Ecclesia Anglicana" inserida na histórica Carta Magna da Inglaterra antiga.

A Igreja Anglicana é Católica ou Protestante?
Temos a tradição Católica com a renovação que tomou conta da Igreja. A igreja Anglicana é aberta, liberal e democrática, onde os elementos se conjugam e se completam. Temos então liberdade de prestarmos culto Deus, de acordo com o espírito de cada comunidade. A Igreja procura um equilíbrio harmonioso entre a nossa preciosa herança Anglicana e as necessidades do presente momento, sem esquecermos que somos uma Igreja Católica que é, e deve ser, continuamente reformada, sem perder, contudo, os valores perenes e fundamentais da tradição Cristã. Nossa Igreja é Católica para toda a verdade e protestante contra todos os erros dos homens. (Livro de Oração Comum) "De modo que nem o que planta é alguma causa, nem o que rega , mas Deus que dá o crescimento." (I Co 3,7)

Por que os divorciados se casam nesta Igreja?
Porque Deus não nos quer ver sofrer, não nascemos para viver uma vida infeliz. Quando um dos cônjuges "mata" o casamento, com traições, mentiras, humilhações e violência, nossa Igreja ama, acolhe e oferece uma nova vida a quem busca se erguer em Cristo, que disse: "Eu vim para que todos tenham vida." (Jo 10-10)

Quem pode comungar na Igreja Anglicana?
Foi o Senhor Jesus quem instituiu a Eucaristia e na noite da instituição, Ele deu a comunhão a Pedro, que iria negá-lo; a Tomé que duvidou Dele; a Judas que o traiu e aos outros discípulos que fugiram quando Ele foi entregue a morte. Portanto, se o próprio Cristo, não negou a comunhão, quem somos nós para negá-la? Qualquer pessoa batizada em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, em qualquer Igreja Cristã, tem o altar Anglicano como mesa aberta para receber o Corpo e o Sangue do Senhor Jesus. Tudo isso, por obra da misericórdia Dele, que afirmou: "Não julgueis e não sereis julgado". (Lc 6,37)

E quanto aos métodos anticoncepcionais?
O casal deve decidir o que é melhor para sua família, sempre acompanhado de um planejamento. Porque e para que tantas crianças sem escola, sem saúde e sem lazer? Porque criar por criar e depois deixá-las nas ruas? Nós cremos e apoiamos um planejamento familiar apoiado pela ciência, que é Dom de Deus para a humanidade. Nossa Igreja não despreza o uso da razão e da investigação científica e, na sua longa história, a pastoral da Igreja Anglicana respeita a liberdade individual e não determina automaticamente que os seus membros têm de fazer isso ou aquilo. Mas que, para o seu próprio bem, devem seguir os ensinamentos da Igreja e decidir por si mesmos sobre o caminho a tomar. “Examinai todas as coisas, retende o que é bom” (I Ts 5,21)

A Igreja Anglicana tem diálogo com outras Igrejas?
A Igreja Anglicana é essencialmente ecumênica. Somos membros do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, do qual fazem parte as seguintes Igrejas: Católica Romana, Luterana, Metodista, Presbiteriana Unida, Cristã Reformada e Igreja Ortodoxa Siriana. Consideramos de importância fundamental o desejo expresso por Jesus, que orou para que seus discípulos se conservassem unidos "para que o mundo creia". Participamos também do Conselho Mundial de Igrejas e de vários outros organismos ecumênicos.

Mais dúvidas? mande perguntas pelo e-mail: sj@psj.org.br

Ser Anglicano significa...
...Ser parte da Igreja Católica de Cristo, sem excluir ou isolar-se de outros cristãos. Participando da vida do povo de Deus, com suas alegrias e tristezas. Pertencer a uma comunidade onde cada pessoa é respeitada em sua individualidade e pode utilizar os seus talentos.

Apresentar uma teologia baseada nas Escrituras Sagradas e na Tradição, coerente com a inteligência e com a razão. Estar disposto a celebrar a unidade na diversidade. Considerar com serenidade as Escrituras Sagradas, sem crer que cada passagem deva ser interpretada literalmente. Preferir a liberdade em Cristo, mais do que a uniformidade de opiniões.
...Sentir devoção e reverência pelos Sacramentos, sem tentar definir cada ponto desses grandes mistérios. Conceber o ministério, como dever e privilégio de todos os batizados. Insistir na moralidade (aquilo que é bom edifica) e evitar o moralismo (que define a salvação decorrente de uma conduta e não pela obra de Cristo). Ser parte de uma história antiga e sagrada, que se renova a cada dia. Crer que a Igreja é de todos e que todos tem o privilégio de sustentá-la segundo a possibilidade de cada um. Participar da administração e do governo da Igreja segundo a ordem estabelecida. Pertencer a uma família internacional, intercultural e inter-racial que, por mandato de Cristo, proclama o Evangelho até o último rincão da Terra.
(Texto afixado na entrada da Catedral de Cantuária, Inglaterra)

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