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| Igreja Episcopal Anglicana do Brasil |
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Diocese de São Paulo |
| Paróquia de São João |
| Boletim semanal e Agenda |
25º Domingo depois de Pentecostes 02/11/2008, AD |
| Mensagem para o dia de Todos os Santos de 2008 |
Por Revma. Katharine Jefferts Schori, Bispa Presidente e Primaz da Igreja Episcopal (EUA)
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Quais santos vocês irão lembrar neste ano no dia de Todos os Santos? Esta é uma ocasião para lembrar todos os fiéis, saibamos ou não seus nomes. O Bom Pastor sabe seus nomes, mesmo que nós não. Neste ano gostaria de convidá-los a celebrar aqueles que vocês já
conhecem os nomes e aqueles cujos nomes vocês ainda não aprenderam.
Em sua vizinhança, quem é o santo que coleta o lixo? Quem toma conta das crianças na escola em seu caminho de e para a escola? Quem toma conta dos mais idosos ou do vizinho mais frágil, realizando compras para eles ou certificando-se de que aquelas pessoas têm o que necessitam?
Em sua comunidade, quais santos trabalham em prol dos sem-voz? Li recentemente sobre um programa de “lei na prisão” em Michigan, que está prestes a terminar por falta de fundos, onde uma advogada trabalhou por décadas em beneficio daqueles que não tem outro quem
ajude*. O trabalho de Sandra Girard ajudou a libertar muitos que foram erroneamente acusados, e aliviou as circunstâncias daqueles que irão passar a maior parte de suas vidas na cadeia. Ela destaca que, “a maior parte das pessoas que ajudei na prisão também foram
vítimas. Muito antes de cometerem crimes, eles foram vítimas da violência, pobreza ou de alguma outra coisa”. Encontrei recentemente um membro do clero em Missouri que também afirmou ter visto muitas vítimas nas prisões, mas também que esse sistema penal é muito
apreciado nos Estados Unidos, por seu foco na justiça reparativa e reconstrutiva. Quais santos estão visitando os prisioneiros em sua região? Esta é uma maneira pela qual Jesus urge que tragamos as boas novas e tomemos conta dos menos favorecidos e esquecidos entre nós (Mateus 25:37-40).
Os santos são seguidores de Jesus, e viajantes companheiros na jornada à Cidade de Deus. Eles surgem em todas as formas, idades, cores e padrões teológicos. Alguns deles, como Jerônimo e Jeremias, podem ser difíceis de conviver. Recentemente as crianças das
igrejas da Convocação na Europa compilaram um livro de santos, completo com curtos relatos de suas vidas e ilustrações feitas pelas crianças. A lista têm alguns nomes familiares, como Joana D´Arc e Hildegard, e alguns inesperados, como Anne Frank e Edith Cavell.
Alguns, como a Sra. Edith, não seriam reconhecidos para além das congregações locais, mas tiveram mais influência na vida dos jovens dos quais cuidavam do que qualquer outro santo de tempos anteriores.
Enquanto vocês se preparam para a celebração de Todos os Santos, peguem um nome de um santo cujo exemplo vocês tenham visto em ação, e um cujo nome vocês não conheçam, e agradeçam. A companhia de oração apropriada para agradecermos pelo testemunho de outros santos é
que nós, também, possamos ser exemplos sagrados para aqueles que nós conhecemos.
* Prisoners lose another tool of justice, Detroit Free Press, 21 de outubro de 2008.
(http://www.freep.com/article/20081021/OPINION01/810210310/1069) |
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Publicado em 28 de Outubro de 2008, pela Episcopal News Service. (http://www.episcopalchurch.org/79901_102001_ENG_HTM.htm)
Traduzido por Ricardo I. Ito |
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| Sobre a morte e o morrer |
Por Rubem Alves
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O que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de um ser humano? O que e quem a define?
Já tive medo da morte. Hoje não tenho mais. O que sinto é uma enorme tristeza. Concordo com Mário Quintana: “Morrer, que me importa? (...) O diabo é deixar de viver.” A vida é tão boa! Não quero ir embora...
Eram 6h. Minha filha me acordou. Ela tinha três anos. Fez-me então a pergunta que eu nunca imaginara: “Papai, quando você morrer, você vai sentir saudades?”. Emudeci. Não sabia o que dizer. Ela entendeu e veio em meu socorro: “Não chore, que eu vou te abraçar...” Ela, menina de três anos, sabia que a morte é onde mora a saudade.
Cecília Meireles sentia algo parecido: “E eu fico a imaginar se depois de muito navegar a algum lugar enfim se chega... O que será, talvez, até mais triste. Nem barcas, nem gaivotas. Apenas sobre humanas companhias... Com que tristeza o horizonte avisto, aproximado e sem recurso. Que pena a vida ser só isto...”
Da. Clara era uma velhinha de 95 anos, lá em Minas. Vivia uma religiosidade mansa, sem culpas ou medos. Na cama, cega, a filha lhe lia a Bíblia. De repente, ela fez um gesto, interrompendo a leitura. O que ela tinha a dizer era infinitamente mais importante.
“Minha filha, sei que minha hora está chegando... Mas, que pena! A vida é tão boa...”
Mas tenho muito medo do morrer. O morrer pode vir acompanhado de dores, humilhações, aparelhos e tubos enfiados no meu corpo, contra a minha vontade, sem que eu nada possa fazer, porque já não sou mais dono de mim mesmo; solidão, ninguém tem coragem ou palavras
para, de mãos dadas comigo, falar sobre a minha morte, medo de que a passagem seja demorada. Bom seria se, depois de anunciada, ela acontecesse de forma mansa e sem dores, longe dos hospitais, em meio às pessoas que se ama, em meio a visões de beleza.
Mas a medicina não entende. Um amigo contou-me dos últimos dias do seu pai, já bem velho. As dores eram terríveis. Era-lhe insuportável a visão do sofrimento do pai. Dirigiu-se, então, ao médico: “O senhor não poderia aumentar a dose dos analgésicos, para
que meu pai não sofra?”. O médico olhou-o com olhar severo e disse: “O senhor está sugerindo que eu pratique a eutanásia?”
Há dores que fazem sentido, como as dores do parto: uma vida nova está nascendo. Mas há dores que não fazem sentido nenhum. Seu velho pai morreu sofrendo uma dor inútil. Qual foi o ganho humano? Que eu saiba, apenas a consciência apaziguada do médico, que dormiu em
paz por haver feito aquilo que o costume mandava; costume a que freqüentemente se dá o nome de ética.
Um outro velhinho querido, 92 anos, cego, surdo, todos os esfíncteres sem controle, numa cama -de repente um acontecimento feliz! O coração parou. Ah, com certeza fora o seu anjo da guarda, que assim punha um fim à sua miséria! Mas o médico, movido pelos
automatismos costumeiros, apressou-se a cumprir seu dever: debruçou-se sobre o velhinho e o fez respirar de novo. Sofreu inutilmente por mais dois dias antes de tocar de novo o acorde final.
Dir-me-ão que é dever dos médicos fazer todo o possível para que a vida continue. Eu também, da minha forma, luto pela vida. A literatura tem o poder de ressuscitar os mortos. Aprendi com Albert Schweitzer que a “reverência pela vida” é o supremo princípio
ético do amor. Mas o que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de um ser humano? O que e quem a define? O coração que continua a bater num corpo aparentemente morto? Ou serão os ziguezagues nos vídeos dos monitores, que indicam a presença de ondas cerebrais?
Confesso que, na minha experiência de ser humano, nunca me encontrei com a vida sob a forma de batidas de coração ou ondas cerebrais. A vida humana não se define biologicamente. Permanecemos humanos enquanto existe em nós a esperança da beleza e da alegria. Morta a
possibilidade de sentir alegria ou gozar a beleza, o corpo se transforma numa casca de cigarra vazia.
Muitos dos chamados “recursos heróicos” para manter vivo um paciente são, do meu ponto de vista, uma violência ao princípio da “reverência pela vida”. Porque, se os médicos dessem ouvidos ao pedido que a vida está fazendo, eles a ouviriam dizer: “Liberta-me”.
Comovi-me com o drama do jovem francês Vincent Humbert, de 22 anos, há três anos cego, surdo, mudo, tetraplégico, vítima de um acidente automobilístico. Comunicava-se por meio do único dedo que podia movimentar. E foi assim que escreveu um livro em que dizia:
“Morri em 24 de setembro de 2000. Desde aquele dia, eu não vivo. Fazem-me viver. Para quem, para que, eu não sei...”. Implorava que lhe dessem o direito de morrer. Como as autoridades, movidas pelo costume e pelas leis, se recusassem, sua mãe realizou seu desejo. A morte o libertou do sofrimento.
Dizem as escrituras sagradas: “Para tudo há o seu tempo. Há tempo para nascer e tempo para morrer”. A morte e a vida não são contrárias. São irmãs. A “reverência pela vida” exige que sejamos sábios para permitir que a morte chegue quando a vida deseja ir.
Cheguei a sugerir uma nova especialidade médica, simétrica à obstetrícia: a “morienterapia”, o cuidado com os que estão morrendo. A missão da morienterapia seria cuidar da vida que se prepara para partir. Cuidar para que ela seja mansa, sem dores e cercada de
amigos, longe de UTIs. Já encontrei a padroeira para essa nova especialidade: a “Pietà” de Michelangelo, com o Cristo morto nos seus
braços. Nos braços daquela mãe o morrer deixa de causar medo. |
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Texto publicado no jornal “Folha de São Paulo”, Caderno “Sinapse” do dia 12/10/2003. fls 3.
Fonte: site Releituras (http://www.releituras.com/rubemalves_morte.asp) |
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| Conheça melhor a Igreja (letra F) |
Fração do pão: É o rito da divisão da hóstia em partes, durante a Eucaristia.
Frontal: Ornamento amovível que cobre a frente da base do altar. Quando é feito de seda ou pano é comum orná-los com bordados artísticos.
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Fonte: Peq. Vocabulário Anglicano – pág. 29 |
| Para refletir... |
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“O sentido da vida consiste no seguinte: em que não há sentido algum em dizer que a vida não tem sentido.” |
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| Niels Bohr (1885-1962), físico dinamarquês. |
| Informações da comunidade |
» Almoço da comunidade - todos os domingos após a Celebração Eucarística. Participe!
» Solicitamos doações de legumes, carnes, massas entre outros alimentos para preparação, assim como voluntários para preparar e/ou entregar sopa nas madrugadas das sextas-feiras. Maiores informações falar secretaria da Paróquia
» Escola Bíblica para crianças – Todos os domingos às 10h
» Visite nosso Site: www.psj.org.br - Oração on-line – mais um serviço disponível.
» Aulas de Jiu-jitsu na paróquia as terças e quintas às 19h30 e aos sábados às 16h30.
» Ensaio do Coral da Paróquia – Todos os domingos às 12h45.
» Boletins mensais da Paróquia de São João por e-mail. Para receber, envie uma mensagem para boletim.psj@terra.com.br, ou informe seu nome e e-mail após a missa.
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| Em Paz, oremos ao Senhor... |
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» Pela Igreja de nosso Senhor Jesus Cristo, seus membros e sua missão.
» Pela Comunhão Anglicana e por nossa Província (IEAB).
» Pelas Paróquias co-irmãs do Japão: Emanuel, São João, Margareth e Missão de Cristo e dos EUA, St. James, de Lancaster – Pensilvânia.
» Por todas as pessoas e organizações que trabalham em prol do Ecumenismo. |
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» Pelas igrejas e missões do ciclo anglicano de oração:
Dioceses extra-provinciais da Comunhão Anglicana: Cuba, Bermudas, Hong-Kong, Macao; Paróquia de Todos os Santos em Novo Hamburgo (RS); Paróquia de Todos os Santos em Niterói (RJ); Paróquia de Todos os Santos em
Santos (SP); Ponto de Evangelização Todos os Santos em Itaára (RS) |
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» Pelos irmão e irmãs que solicitam nossas orações via internet:
Thomaz Cyintia, Ariana, Fátima e família, Sinara, Luiz e família, Letícia e família, Edna, Kassio, Luciana e família, Vanessa, Antônia, Francisco, Rosângela, Maria, Marco, Úrsula, Erica, família
Barcala Teixeira, Sandra e família, Amanda, Patrício e família, Marcela e família e aos demais anônimos. |
Sacolinhas de Natal do MAPA
A comunidade da Paróquia de São João contribui anualmente com o Movimento de Apoio ao Paciente de AIDS (MAPA), com a elaboração de sacolinhas de presentes a serem distribuídas para as crianças atendidas pela referida ONG à época do natal. Caso queira contribuir,
favor contatar a Sra. Érica da UMEAB ou a secretaria da paróquia. Site do MAPA: (http://www.mapaong.org.br) |
Entrega da Oferta Unida de Gratidão
As 10h30 do dia 23 de novembro, domingo anterior ao Advento, será realizada a coleta da Oferta Unida de Gratidão, as “caixinhas
azuis” do ano de 2008. |
Nossa missão
Somos uma comunidade cristã anglicana cuja missão é: adorar a Deus e pregar o evangelho de Jesus Cristo, gerando discípulos e vivendo em comunhão, priorizando pessoas e servindo ao nosso próximo, motivados pelo amor a Deus. Um lugar de fé, esperança e amor. |
| A versão impressa deste Boletim é distribuida semanalmente em nossa Igreja |
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| Criação, conteúdo e execução: Ricardo Ito |
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