O espião chefe da Comunhão Anglicana

The Most Reverend David Moxon KNZM, Director, The Anglican Centre in Rome; former Primate of New Zealand; Anglican Co-Chair of the Anglican-Roman Catholic International Commission (ARCIC III), reads the Second Lesson, Ephesians 4: 1-16.

O espião chefe da Comunhão Anglicana? O Arcebispo David Moxon, diretor do Centro Anglicano em Roma, faz a 2ª leitura (Efésios 4:1-16) durante a celebração especial com o Coral da Abadia de Westminster, marcando o 50º aniversário do Centro. Crédito da foto: Deão e Capítulo da Abadia de Westminster.

Líderes anglicanos e católicos-romanos se uniram a figuras importantes de outras denominações cristãs na noite de 14 de junho em uma apresentação cora especial na Abadia de Westminster para celebrar o 50º aniversário do Centro Anglicano em Roma.

Líderes da igreja anglicana, católica e ortodoxa estavam presentes na celebração, que foi entoada pelo Coral da Abadia de Westminster. Em seu sermão, o Arcebispo de Cantuária Justin Welby elogiou o trabalho do Centro, e de seu diretor, Arcebispo David Moxon, brincando que o Centro era visto por alguns como o escritório de espionagem da Comunhão Anglicana em Roma.

“Esta noite foi a primeira vez que escutei essas palavras”, posteriormente disse o Arcebispo David para a ACNS, “mas penso que em termos de relatórios de inteligência, em termos de um cuidadoso olhar de um para o outro, em termos de boa comunicação e consciência de um pelo outro, esta é uma descrição humorada e anedótica da qual gostei”.

A celebração, disse ele, resumiu “50 anos de fé, esperança e amor”, e complementou: “O Centro Anglicano é um pouco como um violinista no telhado: precisa de financiamento todos os anos, não pode garantir sua existência, mas tenta tocar uma melodia de fé, esperança, amor; tenta sugerir que aquilo que nos une é maior daquilo que nos divide. Este é o ponto”.

“E nos mantemos no telhado, tocando esta melodia, dizendo para as pessoas ‘admire! O Espírito Santo está tentando construir pontes em todos os momentos.’ Nós somos parte deste processo, parte dessa energia”, disse, acrescentando que Deus dá a coragem e esperança necessária para construir pontes entre as denominações.

“Algumas vezes as pessoas são um pouco cínicas com relação ao ecumenismo. Algumas vezes elas imaginam qual é o ponto”, disse. “Mas ao viver e trabalhar em Roma, você pode ver o ponto. E agora, especialmente, com este pontificado – com o Papa Francisco e o Arcebispo Justin, – há todos os tipos de evidências que isso vale a pena”.

“O Papa e o Arcebispo Justin estão dizendo para nos comportarmos como se fôssemos um onde é possível, apesar de não termos concordado em tudo. E em alguns casos, as diferenças parecem ser bastante significativas, mas vamos nos comportar como se fôssemos um pelo bem do Reino de Deus, pela justiça e paz”.

Ele disse que o trabalho colaborativo em questões de justiça, tráfico humano, refugiados e missões nas cidades são “sempre os motivos de que o mundo necessita de nossa solidariedade, nossa cooperação [e] nossa parceria”.

“Em vez de apenas tentar unir as lacunas dogmáticas – que são importantes de se fechar – estes dois [Papa Francisco e Arcebispo Justin] estão dizendo para criarmos agora um sentimento de união, onde for possível, na base”.

“Quanto mais você caminha junto, melhor você caminhará junto. Muitas pessoas pensam que você apenas poderá caminhar junto uma vez que você tenha conversado o suficiente. Penso que muitas vezes é justamente o contrário”.

A celebração foi uma de várias que acontecerão neste ano para marcar o 50º aniversário do Centro. Em outubro, um encontro de gala de dois dias de €500 por pessoa acontecerá no Centro. Os proventos serão utilizados para criar um fundo de doações para assegurar a presença contínua da representação permanente da Comunhão Anglicana na Santa Sé.

Texto escrito por Gavin Drake, publicado em 15/06/2016 pelo Anglican Communion News Service.